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“Operação Mederi: PF e CGU miram desvios na saúde e alcançam prefeitura de Mossoró”

Rilson Mota por Rilson Mota
27 de janeiro de 2026
em Saúde
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“Operação Mederi: PF e CGU miram desvios na saúde e alcançam prefeitura de Mossoró”

© PF/Divulgação

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Mossoró, 27 de janeiro de 2026

A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Mederi. O objetivo central é desarticular um esquema de corrupção que drenava recursos públicos destinados à saúde em diversas prefeituras do Rio Grande do Norte. As investigações apontam que empresas sediadas no estado fraudavam contratos de fornecimento de insumos médicos. O esquema possuía ramificações que atingiam administrações municipais em diferentes regiões, evidenciando uma rede articulada de desvios financeiros.

Os investigadores identificaram graves irregularidades na execução dos contratos firmados. Entre as práticas criminosas, destacam-se indícios de não entrega de materiais hospitalares, fornecimento de insumos em desacordo com as especificações técnicas e a prática de sobrepreço. Tais falhas comprometiam diretamente o atendimento à população, que ficava desassistida enquanto os recursos eram desviados. A PF ressaltou que a atuação das empresas envolvidas visava maximizar lucros ilícitos através da manipulação de processos licitatórios e medições fraudulentas.

A logística da operação foi robusta, mobilizando 163 policiais federais e cinco auditores da CGU para o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão. Além das buscas, a Justiça Federal determinou a adoção de medidas cautelares e o bloqueio de bens dos investigados para garantir o ressarcimento ao erário. A ação conjunta demonstra o esforço institucional para rastrear o caminho do dinheiro público e identificar todos os beneficiários do esquema, desde empresários até agentes políticos influentes.

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Entre os alvos de maior repercussão está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Agentes federais cumpriram mandados em endereços ligados ao gestor, buscando documentos e dispositivos eletrônicos que possam esclarecer sua participação ou ciência sobre as fraudes. A inclusão de um prefeito de uma das maiores cidades do estado eleva a gravidade do caso, sugerindo que o esquema de corrupção possuía penetração nos altos escalões da administração pública municipal potiguar durante o período investigado.

A defesa de Allyson Bezerra confirmou a realização das buscas e afirmou que o prefeito colaborou integralmente com os agentes, franqueando acesso a todas as informações solicitadas. Segundo o advogado Fabrízio Feliciano, não existem fatos que vinculem pessoalmente o gestor às irregularidades apontadas. A defesa sustenta que a medida judicial foi baseada em diálogos de terceiros e que os contratos sob suspeita envolvem múltiplos entes municipais, não sendo uma exclusividade da gestão de Mossoró no atual cenário.

Os advogados ressaltaram que a decisão judicial ocorre em fase preliminar de investigação, sem que haja qualquer juízo de culpa formado contra o prefeito. Argumentam que o cumprimento do mandado é um procedimento padrão para a coleta de provas e que Bezerra confia no esclarecimento célere dos fatos. A estratégia da defesa foca em desvincular a figura política do prefeito das operações cotidianas das secretarias, onde os contratos de medicamentos e insumos são tecnicamente geridos e fiscalizados.

Como medida de transparência, a defesa destacou que, desde 2023, a prefeitura de Mossoró tornou obrigatório o uso do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus). Esta plataforma oficial visa garantir o controle rigoroso de estoque e a dispensação correta de medicamentos na rede municipal. Segundo os advogados, essa implementação demonstra o compromisso da gestão com a lisura dos processos, transferindo a responsabilidade direta pela fiscalização dos estoques para a Controladoria-Geral do Município.

A Operação Mederi segue em andamento, com a análise dos materiais apreendidos pela perícia da Polícia Federal. O cruzamento de dados bancários e fiscais será fundamental para confirmar se houve pagamento de propinas ou enriquecimento ilícito dos envolvidos. O desfecho desta investigação poderá resultar em novas fases e pedidos de prisão, dependendo da robustez das provas colhidas. O cenário político no Rio Grande do Norte permanece em alerta diante da possibilidade de novos desdobramentos institucionais.


Comentário exclusivo — O Câncer da Corrupção Sistêmica e a Urgência Ética

A corrupção é, sem dúvida, uma das invenções mais deprimentes e destrutivas da história humana, agindo como um parasita que consome a vitalidade das nações. No Brasil, infelizmente, não enfrentamos apenas casos isolados, mas uma verdadeira epidemia de desonestidade que se infiltrou nas estruturas do Estado. Políticos corruptos operam sob uma lógica de corrupção sistêmica, alimentada pela perversa certeza da impunidade. Quando o crime compensa e as punições são raras ou brandas, o incentivo para o desvio de conduta torna-se uma regra institucionalizada.

O cenário atual revela uma crise de honestidade profunda, onde as instituições parecem frequentemente aparelhadas por afilhados políticos e interesses corporativistas. Essa ocupação ideológica e partidária de cargos técnicos compromete a fiscalização e facilita a pilhagem do tesouro nacional. Bilhões e bilhões de reais, suados pelo pagador de impostos, são desviados anualmente. Esse dinheiro, que deveria financiar hospitais, escolas e segurança, acaba financiando luxos privados e projetos de poder, perpetuando um ciclo de miséria e subdesenvolvimento que castiga os mais vulneráveis.

A sucessão de escândalos como o Mensalão, o Petrolão e fraudes no INSS demonstra que o método de assalto aos cofres públicos é recorrente e sofisticado. A Operação Mederi, ao investigar fraudes na saúde do Rio Grande do Norte, toca na ferida mais sensível da sociedade. Desviar recursos da saúde é, na prática, um crime contra a vida. Cada centavo superfaturado em um medicamento ou insumo não entregue representa um leito a menos ou uma cirurgia cancelada, evidenciando a face mais cruel e desumana da corrupção.

Precisamos, urgentemente, passar o Brasil a limpo através de um choque de integridade e transparência absoluta. A impunidade não pode continuar sendo o combustível que move as engrenagens da política nacional. É fundamental que órgãos como a Polícia Federal e a CGU tenham autonomia total e recursos para investigar sem interferências. Somente a punição exemplar de todos os envolvidos, independentemente do cargo ou partido, poderá restaurar a confiança do cidadão nas instituições. A ética deve deixar de ser um discurso e tornar-se prática obrigatória.

O aparelhamento das instituições por interesses escusos criou uma blindagem que dificulta a renovação moral do país. Quando a indicação política sobrepõe-se ao mérito e à idoneidade, o sistema torna-se vulnerável a esquemas como os investigados na Operação Mederi. O Brasil não suporta mais ser o país dos escândalos semanais. O pagador de impostos está exausto de financiar a corrupção alheia enquanto os serviços básicos colapsam. A restauração da honestidade pública é a reforma mais importante e urgente que o país precisa enfrentar hoje.

A corrupção sistêmica gera um custo social imensurável, pois retira a esperança da população em um futuro melhor. Quando o cidadão percebe que o sistema está viciado, o descrédito nas leis e na democracia aumenta perigosamente. Combater esse mal exige coragem política e uma vigilância constante da sociedade civil. Não podemos aceitar a corrupção como um “mal necessário” ou algo inerente à cultura brasileira. A honestidade deve ser o pilar de qualquer gestão pública que se pretenda legítima e voltada ao bem comum.

A investigação em Mossoró e em outras prefeituras do Rio Grande do Norte deve servir como um alerta para todo o país. O uso de sistemas como o Hórus é um passo técnico, mas a tecnologia sozinha não substitui o caráter do gestor. A fiscalização deve ser proativa e não apenas reativa. O controle social e a transparência ativa são as melhores armas contra aqueles que tentam ocultar fraudes sob o manto da burocracia. O Brasil precisa de governantes que temam a lei e respeitem o cidadão.

O histórico de impunidade no Brasil criou uma casta de intocáveis que acredita estar acima do escrutínio público. Operações como a Mederi são essenciais para quebrar essa percepção. O bloqueio de bens e a recuperação de ativos devem ser prioridades, pois o crime só deixa de ser atraente quando o prejuízo financeiro e a perda da liberdade tornam-se reais. A justiça precisa ser célere e implacável contra quem rouba o futuro de uma geração através de fraudes em licitações de saúde.

A crise de honestidade nas instituições brasileiras exige uma reforma de mentalidade. Não basta mudar os nomes se os métodos de corrupção permanecem os mesmos. O combate ao “jeitinho” e ao favorecimento de afilhados políticos deve começar na base da administração pública. A meritocracia e a integridade devem ser os únicos critérios para a ocupação de cargos que gerem recursos públicos. Sem essa mudança estrutural, continuaremos enxugando gelo enquanto os bilhões continuam escorrendo pelo ralo da desonestidade.

O pagador de impostos brasileiro é um herói resiliente, mas sua paciência tem limites. Financiar uma máquina pública inchada e, muitas vezes, corrupta é um fardo insustentável a longo prazo. A eficiência do Estado está diretamente ligada à sua honestidade. Um governo corrupto é, por definição, um governo ineficiente e injusto. A Operação Mederi é mais um capítulo de uma luta longa, mas necessária, para que o Brasil deixe de ser o país da impunidade e torne-se o país da lei.

A integração entre PF e CGU é o modelo que deve ser replicado em todas as esferas. A inteligência financeira aliada à investigação de campo é capaz de desmascarar até os esquemas mais complexos. O sigilo judicial não deve servir para proteger criminosos, mas para garantir a eficácia da colheita de provas. Esperamos que os desdobramentos desta operação tragam respostas claras e punições severas, servindo de exemplo para outros gestores que cogitam trilhar o caminho sombrio da fraude e do desvio.

Concluo reforçando que passar o Brasil a limpo não é um desejo utópico, mas uma necessidade de sobrevivência nacional. A corrupção sistêmica mata, empobrece e humilha. Somente com instituições fortes, independentes e povoadas por pessoas íntegras poderemos superar essa epidemia. O Rio Grande do Norte, assim como todo o Brasil, merece uma gestão pública limpa, onde o recurso da saúde chegue integralmente ao paciente e não aos bolsos de políticos e empresários inescrupulosos.

Por Pr. Rilson Mota

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