O delegado Tito Lívio Barrichello, da Divisão de Homicídios (DHPP), defendeu a benção das armas, cujo vídeo se tornou pivô de uma polêmica nas redes sociais nos últimos dias. À Banda B, em entrevista nesta quarta-feira (16), o policial afirmou que o caso ganhou uma proporção desnecessária já que o equipamento, possível de ver nas imagens, é de seu uso pessoal.
Para afirmar que a polêmica foi desnecessária, Barrichello usou o fato do estado ser laico, ou seja, não possui uma religião oficial. Além disso, citou o próprio direito de fazer o que bem acredita ao citar o Artigo 5°, inciso 7°, da Constituição Federal, que permite aos brasileiros expressarem a Fé da forma que melhor acreditarem.
“A liberdade religiosa é a base do nosso país, o modelo democrático, em que cada um dá sua opinião, e expressa sua religião. A Fé e a religião diz respeito ao íntimo de cada um. (…) Eu sou católico, frequento cultos religiosos, tenho vários amigos pastores evangélicos e tenho profunda admiração por eles. Estas pessoas representam, hoje, quase 40% da população brasileira”, iniciou.
O vídeo mostra o pastor de uma igreja do bairro Boa Vista, em Curitiba, no último sábado (12), abençoando equipamentos de trabalhos de policiais. As imagens, compartilhadas na rede social Instagram de Barrichello, até aquele momento, haviam chego a mais de 12 mil visualizações, diversos comentários e curtidas.
“Fui convidado pelo pastor e eu disse a ele, já que tinha ido outras vezes nesta igreja, sobre a possibilidade (benção das armas). Ele, então, ungiu nossas armas particulares com essa energia positiva, que ocorre nas igrejas evangélicas. Então, esta polêmica é desnecessária, descabida e irresponsável porque fere o Art. 5° da Constituição Federal”, finalizou.
O advogado do delegado, Igor José Ogar, disse que nada errado aconteceu na conduta de Tito. “Tenho a dizer que todo ato praticado pelo delegado e pelo pastor na situação relacionada à fé de ambos, não há conduta criminal, imoral ou falha administrativa relacionada à função e cargo que o mesmo ocupa. A manifestação das pessoas que criticam esse ato deve ser repudiada, já que temos que respeitar o credo de cada um”, finalizou Ogar.
Fonte: Banda B






