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T. rex crescia no “modo paciência”: fósseis indicam que o gigante levou até 40 anos para virar adulto

Rilson Mota por Rilson Mota
15 de janeiro de 2026
em Tecnologia
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T. rex crescia no “modo paciência”: fósseis indicam que o gigante levou até 40 anos para virar adulto

O Tyrannosaurus rex é conhecido como o rei dos dinossauros. Roger Harris/Science Photo Library RF/Getty Images

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Guarapuava, 15 de janeiro de 2026

Um novo estudo sugere que o Tyrannosaurus rex viveu mais tempo e levou mais anos para atingir seu tamanho máximo do que os paleontólogos estimavam. Por décadas, pesquisadores analisaram marcas de crescimento em ossos das pernas de T. rex para estimar idade e ritmo de desenvolvimento. Trabalhos anteriores apontavam que o animal parava de crescer por volta dos 25 anos e poderia viver até cerca de 30, uma trajetória de crescimento relativamente rápida.

A revisão veio com uma técnica de leitura mais sensível. A equipe utilizou luz polarizada para examinar ossos fossilizados e identificar marcas de crescimento que não tinham sido reconhecidas em análises tradicionais. Ao estudar 17 espécimes individuais, o grupo relatou ter encontrado anéis adicionais, alterando a contagem usada para reconstruir o histórico de crescimento. O estudo foi publicado na revista PeerJ e descreve mudanças metodológicas que podem impactar outros trabalhos do campo.

Com a nova contagem, o T. rex teria demorado bem mais para alcançar o tamanho máximo, estimado em torno de 8 toneladas. Segundo os autores, o dinossauro não atingiria o porte pleno até aproximadamente 35 a 40 anos de idade. Esse intervalo sugere uma curva de crescimento mais lenta e prolongada, com uma fase intermediária mais longa do que se imaginava. A hipótese implica revisão do “tempo de maturidade” do carnívoro mais famoso do Cretáceo.

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Os pesquisadores lembram que marcas de crescimento em dinossauros não funcionam como anéis de árvore, que registram toda a vida do organismo. Em muitos fósseis, as marcas preservadas tendem a representar apenas os últimos 10 a 20 anos, porque porções internas do osso podem ser remodeladas ao longo do tempo. Para contornar essa limitação, a equipe combinou registros de indivíduos em diferentes idades, de juvenis a adultos, criando um retrato estatístico do crescimento ano a ano.

O trabalho afirma ter reunido o maior conjunto de dados já compilado sobre T. rex e, a partir dele, reconstruído um padrão de crescimento mais gradual. A autora principal, Holly Woodward, professora de anatomia da Universidade Estadual de Oklahoma, disse que, em vez de crescer rapidamente até cerca de 12 metros, o animal teria passado grande parte da vida em um tamanho corporal intermediário. Esse detalhe muda como se imagina sua ecologia e sua participação na cadeia alimentar.

Outro achado foi a variação dentro do próprio indivíduo. A equipe observou que o espaçamento entre marcas de crescimento podia mudar de um ano para outro, com períodos de crescimento substancial e outros quase estagnados. Para os autores, essa irregularidade sugere que o crescimento era flexível e provavelmente influenciado por disponibilidade de recursos e condições ambientais. Em outras palavras, o T. rex não seguia uma “linha reta” de crescimento; ele reagia ao ambiente.

Essa leitura mais lenta do desenvolvimento pode ajudar a explicar o sucesso do T. rex como predador de topo. Segundo a interpretação apresentada, ao crescer por mais tempo e permanecer em tamanho intermediário durante anos, o animal poderia ocupar diferentes nichos alimentares ao longo da vida. Só mais tarde, ao atingir grande porte, passaria a competir por recursos principalmente com outros indivíduos da própria espécie. O modelo descreve uma estratégia ecológica por etapas.

O estudo também alimenta um debate científico em andamento: se todos os fósseis tradicionalmente classificados como Tyrannosaurus rex pertencem, de fato, a uma única espécie. Diferenças em curvas de crescimento entre alguns espécimes levantariam a hipótese de maior diversidade, incluindo possibilidade de espécies próximas ou subespécies. Um trabalho anterior citado pelos pesquisadores apontou que um fóssil visto como adolescente de T. rex poderia, na verdade, ser de outra espécie, conhecida como Nanotyrannus.

Pesquisadores externos ao estudo avaliaram que os resultados são instigantes, mas cautelosos. Steve Brusatte, professor de paleontologia e evolução na Universidade de Edimburgo, que não participou do trabalho, afirmou que a pesquisa sugere mais variação entre os “T. rex” do que se pensava e que alguns fósseis rotulados assim podem pertencer a espécies diferentes. Ainda assim, o debate depende de múltiplas linhas de evidência, não apenas de crescimento ósseo.

Além do caso T. rex, os autores destacam implicações metodológicas mais amplas. Se marcas de crescimento próximas podem ser interpretadas de forma incorreta, estudos anteriores sobre taxas de crescimento de dinossauros podem precisar de revisão. O coautor Nathan Myhrvold, matemático e paleobiólogo, afirmou que interpretar múltiplas marcas muito próximas é complexo e que há indícios fortes de que protocolos usuais devam ser reavaliados. O impacto potencial é grande: mudar método pode mudar cronologia de várias espécies.

Créditos: Reportagem extraída da CNN Internacional (usado de acordo com a Cláusula 27a da Lei de Direitos Autorais).


Comentário exclusivo

O ponto mais valioso dessa pesquisa não é “o T. rex era mais velho”, e sim o que mudou no método. Paleontologia é uma ciência de inferências: a vida do animal é reconstruída a partir de sinais físicos. Se uma técnica de leitura — como luz polarizada — revela marcas antes invisíveis, então parte do que parecia “biologia do T. rex” pode ter sido, na verdade, “limitação do microscópio”. Isso não desqualifica estudos antigos; mostra como ciência evolui quando a instrumentação melhora.

A afirmação de que o T. rex atingiria o tamanho máximo entre 35 e 40 anos muda a narrativa popular do “monstro adolescente que vira gigante rápido”. Em ecologia, tempo é poder. Um animal que permanece por anos em tamanho intermediário tem dieta, mobilidade e risco diferentes de um superpredador plenamente formado. Isso reconfigura modelos de nicho: o T. rex jovem poderia competir com outros predadores médios, em vez de ser apenas “versão pequena” do adulto. É um ajuste fino, mas com grande efeito explicativo.

A variabilidade anual do crescimento é talvez a pista mais “biológica” do estudo. Quando marcas mostram anos de pouco crescimento e anos de muito crescimento, o recado é que a fisiologia respondia ao ambiente: oferta de presas, clima, estresse, competição. Isso aproxima dinossauros do que vemos em animais atuais, em que crescimento não é constante. Ao mesmo tempo, esse achado exige cuidado: marcas podem refletir não apenas biologia, mas também processos de preservação e remodelação óssea ao longo da vida.

A parte estatística também merece atenção: combinar indivíduos de idades diferentes para reconstruir crescimento é uma solução inteligente para o problema de registros incompletos em um único osso. Porém, essa abordagem depende da suposição de que os indivíduos são comparáveis, ou que variações individuais podem ser modeladas sem distorcer o resultado. Se houver mais de uma espécie no conjunto, a curva “média” pode misturar histórias diferentes. Isso explica por que o debate sobre Nanotyrannus é mais do que curiosidade taxonômica; ele afeta a matemática do crescimento.

A sugestão de que protocolos anteriores podem precisar de revisão é um alerta para toda a área. Ciência que mede tempo em fósseis depende de leitura correta de marcas. Se marcas próximas podem ser confundidas, idades estimadas podem estar sub ou superavaliadas em outras espécies também. Isso pode alterar interpretações sobre maturidade, longevidade e dinâmica populacional de muitos dinossauros. É um tipo de revisão que mexe com a base dos modelos, não apenas com um detalhe de uma espécie famosa.

Por fim, há um ganho de comunicação científica aqui: o público costuma pensar que paleontologia é “achar osso e adivinhar”. Estudos como este mostram o contrário: há óptica, estatística, anatomia comparada e rigor metodológico. O risco é transformar a conclusão em manchete simplista e perder o principal — que é o avanço no modo de ler o registro fóssil. Se o método se confirmar e for replicado, o T. rex pode ser apenas o primeiro de muitos “relógios biológicos” recalibrados.

Por Pr. Rilson Mota

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