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Trilhas Sob Controle Digital: Alep Propõe Sistema de Dados e Pontos Georreferenciados Após Caso no Pico Paraná

Rilson Mota por Rilson Mota
8 de janeiro de 2026
em Paraná, Política
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Trilhas Sob Controle Digital: Alep Propõe Sistema de Dados e Pontos Georreferenciados Após Caso no Pico Paraná

O Parque Estadual Pico Paraná, localizado entre os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina. Créditos: Denis Ferreira Netto

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Curitiba, 08 de janeiro de 2026

Dois projetos de lei protocolados na Assembleia Legislativa do Paraná durante o recesso pretendem elevar a segurança em trilhas e rotas de montanhismo, com apoio explícito de soluções digitais. As propostas foram apresentadas na segunda feira 5 e na quarta feira 7 e devem começar a tramitar em fevereiro, quando a Casa retoma as atividades. Os textos falam em sinalização, pontos de encontro e educação do usuário em áreas naturais.

Os parlamentares citam como contexto a repetição de ocorrências de desorientação em unidades de conservação do estado. O tema ganhou repercussão nacional na primeira semana de 2026, após o desaparecimento de um jovem de 20 anos no Parque Estadual Pico Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o governo estadual, ele percorreu mais de 20 quilômetros por trechos difíceis até conseguir ajuda em uma fazenda de Antonina após o réveillon.

O relato oficial diz que o resgate mobilizou mais de 100 bombeiros militares, cerca de 300 voluntários e servidores do Instituto Água e Terra, órgão responsável pela gestão ambiental no Paraná. A movimentação foi usada como argumento para padronizar rotas, reduzir tempo de resposta e orientar visitantes inexperientes. Para os autores dos projetos, a falta de referência geográfica clara e de informação prévia amplia o risco em percursos longos remotos.

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Uma das proposições, assinada pela deputada Flávia Francischini, propõe criar o Sistema Estadual de Informação e Orientação ao Usuário de Trilhas e Montanhas, o SEIOTM. A estrutura seria operada pelo Instituto Água e Terra, ou órgão equivalente, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar e entidades civis. A ideia é concentrar dados técnicos das trilhas, publicá los em plataforma digital e manter atualização contínua para consulta antes de saídas.

Entre os conteúdos previstos estão grau de dificuldade, tempo médio de percurso, pontos de risco, exposição a intempéries, condição climática e contatos de emergência. O texto prevê também classificação oficial das trilhas, com critérios como inclinação, extensão e exigência física, para reduzir decisões baseadas apenas em relatos informais. A deputada defende que o sistema funcione como camada pública de orientação, complementando aplicativos privados e guias locais no território paranaense inteiro.

O projeto de Francischini tem seis páginas e 11 artigos e inclui a criação da Semana Estadual de Conscientização e Segurança em Atividades de Aventura e Ecoturismo. A proposta é que ocorra na primeira semana de janeiro, período de maior fluxo em áreas naturais, caso seja aprovada. Também prevê conselho consultivo, cartilha de montanhismo responsável e placas informativas em trilhas, com linguagem padronizada e orientada por critérios técnicos de acesso público.

Na justificativa, a deputada cita números atribuídos a ocorrências no Pico do Marumbi, onde 75% dos resgates aconteceriam entre outubro e maio, fora da chamada temporada de montanha. O texto indica predominância de desorientação, seguida de quedas e fraturas e, em menor proporção, episódios de pânico, com maior incidência entre visitantes inexperientes. A informação reforça a defesa de triagem por dificuldade e comunicação prévia obrigatória antes da entrada no parque.

O segundo projeto, do deputado Matheus Vermelho, propõe a Política Estadual de Segurança em Trilhas, Áreas de Montanhismo e Ambientes Naturais de Difícil Acesso. O texto prevê instalar Pontos de Encontro Sustentáveis, com sinalização de alta visibilidade, mapas, água potável e kit de primeiros socorros. As estruturas deveriam adotar soluções de baixo impacto ambiental, preferencialmente removíveis, e compatíveis com normas de proteção. O objetivo é dar referência física para localização.

Vermelho afirma que a falta de referência clara dificulta buscas e prolonga resgates. No modelo proposto, cada ponto seria identificado e georreferenciado, permitindo troca de coordenadas padronizadas em emergências. O texto admite apoio de órgãos ambientais, defesa civil, segurança pública e entidades técnicas no mapeamento. A implementação, diz o projeto, deve seguir disponibilidade orçamentária e não criar despesa obrigatória ao Executivo, funcionando por etapas conforme prioridades regionais definidas anualmente oficialmente.

As duas iniciativas apontam para gestão de risco orientada por dados, combinando sinalização física, informação digital e protocolos de orientação. A tramitação deve iniciar com a retomada da Alep em fevereiro, quando os textos seguem para comissões e discussão pública. Se aprovadas, as regras podem estabelecer referência estadual para trilhas em unidades de conservação e em rotas privadas ao turismo, alinhando proteção ambiental e resposta a emergências com indicadores auditáveis.


Comentário técnico e exclusivo

Tratar trilha como infraestrutura crítica exige padronização de dados, não apenas placas. Um SEIOTM bem desenhado precisa de banco geoespacial, trilhas versionadas, metadados por segmento e integração com previsão meteorológica em tempo quase real. Sem isso, a “dificuldade” vira opinião. O Estado teria de definir taxonomia única, método de coleta em campo, validação por profissionais e ciclo de atualização. Caso contrário, a plataforma vira portal desatualizado, pior que não ter informação. Além disso, deve registrar incidentes para recalibrar o mapa.

Classificar dificuldade por inclinação e extensão é começo, mas falta incorporar variáveis operacionais: cobertura de sinal, rotas de fuga, pontos de água, exposição a raio e histórico de resgates. O melhor indicador é probabilístico, derivado de eventos reais, não de marketing turístico. A plataforma deveria oferecer API pública para apps de navegação offline, com mapas vetoriais e trilhas oficiais assinadas digitalmente. Se ficar só em PDF, o sistema nasce velho e ineficaz com custo social em cada chamado de busca.

Pontos de Encontro Sustentáveis funcionam se forem localizáveis em múltiplas camadas. Placa visível ajuda, mas o salto tecnológico está em coordenada geodésica padronizada, QR code com rota segura e beacon de baixa potência para localização aproximada em neblina. Em áreas sem cobertura celular, LoRa ou rádio VHF comunitário pode ser mais útil que 4G. O desafio é manter manutenção e reposição sem vandalismo, respeitando a fragilidade ambiental. Sem orçamento de inspeção periódica, a estrutura degrada, vira risco e perde função.

Os projetos tocam em plataformas digitais, mas ainda não explicitam governança de dados pessoais. Se houver cadastro voluntário de trilheiros, check in e contatos de emergência, isso envolve dados sensíveis de localização. A LGPD exige finalidade, retenção mínima e controles de acesso, além de transparência sobre quem consulta e por quanto tempo. Para funcionar, seria preciso criptografia, logs imutáveis e política de resposta a incidentes. Segurança em trilha não pode criar insegurança digital para o cidadão nem vigilância indevida permanente.

Do ponto de vista de busca e salvamento, o ganho maior vem da interoperabilidade com centrais de despacho e com protocolos de comando de incidentes. Se o SEIOTM e os pontos PES forem georreferenciados, o sistema deve exportar coordenadas em formatos usados por GPS e por aplicativos offline, e permitir chamada direta para números de emergência com envio de localização. Sem integração, cada operação reinicia do zero. Padronização reduz horas, risco e custo humano inclusive para voluntários treinados e credenciados.

A cláusula de “não gerar despesa” é o ponto frágil: tecnologia de segurança custa, e custa continuamente. Mapear trilhas, manter servidores, atualizar dados climáticos e inspecionar sinalização demanda equipe, contrato e SLA. Sem orçamento, o projeto vira vitrine e transfere risco para bombeiros e voluntários. O Estado pode começar pequeno, com pilotos em áreas críticas, mas precisa prever manutenção, métricas de desempenho e avaliação independente. Segurança não nasce de boa intenção; nasce de engenharia e gestão com transparência pública plena.

Por Pr. Rilson Mota

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