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Moro consolida liderança absoluta na corrida ao Palácio Iguaçu, aponta Paraná Pesquisas

Rilson Mota por Rilson Mota
23 de janeiro de 2026
em Paraná
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Moro consolida liderança absoluta na corrida ao Palácio Iguaçu, aponta Paraná Pesquisas

Sergio Moro (União Brasil). Foto: Divulgação

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Guarapuava, 23 de janeiro de 2026

O senador Sergio Moro (União) consolidou sua posição como o principal favorito na disputa pelo governo do Paraná, segundo o novo levantamento estadual divulgado nesta sexta-feira (23) pela Paraná Pesquisas. Os dados revelam que o ex-juiz da Lava Jato lidera com folga em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. A resiliência de sua imagem política no estado sugere que o eleitor paranaense mantém uma forte identificação com as pautas de combate à corrupção.

Na modalidade espontânea, onde o eleitor cita o nome de sua preferência sem uma lista prévia, o atual governador Ratinho Junior ainda é o mais lembrado com 9,5%, seguido por Moro com 4,5%. No entanto, o dado mais relevante é o alto índice de indecisos, que atinge 74,2%. Esse vácuo de definições indica que a campanha oficial terá um papel decisivo na cristalização dos votos, embora Moro já apareça como o nome mais forte entre os virtuais candidatos ao governo.

A grande novidade desta sondagem foi a inclusão do ex-governador Alvaro Dias (MDB) como candidato ao governo, alterando significativamente a dinâmica da disputa. Anteriormente citado apenas para o Senado, Alvaro Dias estreou na segunda colocação em diversos cenários, desbancando Requião Filho (PDT). No primeiro cenário estimulado, Moro lidera com 41,6%, enquanto Alvaro Dias aparece com 19,7% e Requião Filho com 19,5%. A entrada do veterano emedebista fragmenta o voto da oposição e do centro.

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No segundo cenário estimulado, que inclui o deputado Alexandre Curi, Moro mantém a dianteira com 40,0%. Alvaro Dias sustenta a segunda posição com 18,8%, seguido de perto por Requião Filho com 18,6%. Curi, um nome influente na Assembleia Legislativa, aparece com 10,6%. A estabilidade de Moro, mesmo com a variação de adversários, demonstra que ele possui um piso eleitoral sólido e difícil de ser erodido por nomes tradicionais da política paranaense no momento atual.

O terceiro cenário testou a força do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que obteve 17,5%, empatando numericamente com Alvaro Dias. Moro, neste contexto, registra 37,8%, enquanto Requião Filho cai para 16,5%. A presença de Greca retira votos principalmente de Moro e Alvaro, evidenciando que a capital terá um peso desproporcional na definição do pleito. Greca demonstra ter um potencial de crescimento que pode ameaçar a polarização entre os nomes que lideram as pesquisas até agora.

As simulações de segundo turno confirmam o favoritismo de Sergio Moro contra qualquer adversário. Em um eventual confronto direto com Alvaro Dias, Moro venceria por 51,0% a 37,3%. Contra Alexandre Curi, a vantagem de Moro se amplia para 56,0% contra 28,2%. Já em uma disputa contra Requião Filho, o senador do União Brasil atingiria 55,9%, enquanto o pedetista ficaria com 33,4%. Esses números indicam uma ampla aceitação do nome de Moro pela maioria do eleitorado.

Moro também apresenta desempenho avassalador contra Guto Silva, vencendo por 61,5% a 20,7%. Na simulação contra Rafael Greca, a disputa é mais equilibrada, mas Moro ainda venceria com 52,0% contra 34,8% do ex-prefeito. A capacidade de Moro de ultrapassar a barreira dos 50% em quase todos os cenários de segundo turno sugere que ele consegue atrair votos de diferentes espectros políticos quando o leque de opções é reduzido a dois nomes.

A rejeição eleitoral é um fator crítico que pode limitar o crescimento dos candidatos. Requião Filho lidera este quesito negativo com 30,2%, seguido por Sergio Moro com 20,2%. Alvaro Dias possui uma rejeição de 16,8%, enquanto Rafael Greca registra 12,0%. A alta rejeição de Requião Filho pode ser um obstáculo intransponível em um segundo turno, enquanto Moro, apesar de ser uma figura polarizadora, mantém um índice de rejeição que permite a vitória majoritária.

A análise dos dados da Paraná Pesquisas indica que o eleitorado paranaense busca uma liderança que represente a continuidade de valores conservadores e de austeridade. Sergio Moro capitaliza essa expectativa, unindo sua biografia no Judiciário com o mandato legislativo atual. A fragmentação da oposição, dividida entre o clã Requião e nomes novos, favorece a manutenção do favoritismo de Moro. O cenário ainda é embrionário, mas as tendências apontam para uma eleição de contornos ideológicos bem definidos.

A inclusão de nomes como Luiz França, que aparece com menos de 1% em todos os cenários, serve para medir o impacto de candidaturas nanicas na dispersão de votos. Embora irrelevantes numericamente agora, esses candidatos podem ser decisivos em uma eleição apertada. No entanto, a distância de Moro para os demais competidores é tão vasta que, no momento, a discussão gira em torno de quem conseguirá chegar ao segundo turno para enfrentá-lo com chances reais.

O papel do atual governador Ratinho Junior como cabo eleitoral será fundamental. Embora não possa concorrer à reeleição, sua alta aprovação na espontânea sugere que seu apoio pode transferir votos preciosos para candidatos como Guto Silva ou Alexandre Curi. Contudo, até agora, Moro parece absorver naturalmente o espólio político do atual governo sem precisar de uma benção formal. A dinâmica entre o Palácio Iguaçu e a candidatura de Moro será o grande tema dos próximos meses.

Em conclusão, a pesquisa da Paraná Pesquisas desenha um quadro de hegemonia para Sergio Moro no Paraná. Com liderança em todos os cenários e vitórias consistentes em simulações de segundo turno, o senador se posiciona como o homem a ser batido. O desafio para os adversários será reduzir a rejeição e construir uma narrativa que supere o apelo popular da Lava Jato. O jogo começou, e Moro larga na frente com uma vantagem que impõe respeito aos. Concorrentes.

Créditos: Reportagem extraída do Jornal Bem paraná (usado de acordo com a Cláusula 27a da Lei de Direitos Autorais).


Análise Técnica: O Fenômeno Moro e a Reconfiguração do Centro-Direita

A analise da liderança de Sergio Moro no Paraná não é apenas um recall de nome, mas a consolidação de um “voto de identidade”. O eleitor paranaense utiliza Moro como um escudo simbólico contra a percepção de retorno de práticas políticas tradicionais. A entrada de Alvaro Dias no cenário para o governo oxigena a disputa, mas também revela a dificuldade do centro-direita tradicional em encontrar um sucessor natural para Ratinho Junior que não seja o ex-juiz.

A rejeição de 30,2% de Requião Filho é o dado mais alarmante para a esquerda no estado. Esse teto de vidro impede que o PDT consiga avançar sobre o eleitorado moderado, confinando a candidatura a um nicho ideológico que, historicamente, tem dificuldades em vencer eleições majoritárias no Paraná. Enquanto Moro consegue transitar entre o eleitor conservador e o lavajatista, Requião Filho permanece preso ao desgaste da imagem familiar, o que favorece a polarização confortável para o atual senador do União Brasil.

A performance de Rafael Greca merece atenção especial. Com 17,5% no cenário 3, ele se mostra o adversário mais competitivo em termos de “gestão”. Greca possui uma rejeição baixa (12,0%) e uma aprovação administrativa sólida em Curitiba. Se conseguir nacionalizar seu discurso e penetrar no interior do estado, Greca pode se tornar o fiel da balança. No entanto, sua dificuldade reside em desvincular-se da imagem estritamente curitibana para abraçar as demandas do agronegócio e da indústria do interior.

O alto índice de indecisos na espontânea (74,2%) é o “oceano azul” onde a eleição será decidida. Isso mostra que, apesar da liderança de Moro na estimulada, o eleitor ainda não está em “modo campanha”. Candidatos como Alexandre Curi e Guto Silva, que possuem forte capilaridade política mas baixo recall de massa, apostam nesse vácuo para crescer durante o período eleitoral. A máquina pública e as alianças partidárias serão testadas contra o carisma e a notoriedade de Sergio Moro nos próximos capítulos.

Por Pr. Rilson Mota

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