Produto é um dos mais afetados pela estiagem que atinge interior do estado. Na região oeste, a estimativa da Seab é que 50% a 70% da plantação seja perdida.
Perdas na lavoura e falta de água para beber
A falta de chuvas traz preocupações para agricultores no Paraná. O prejuízo das lavouras do estado até o fim de 2021 era de R$ 10 bilhões, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab).
A soja é um dos produtos mais afetados pela estiagem. Na região oeste, a estimativa é que 50% a 70% da produção seja perdida. No sudoeste, o prejuízo atinge cerca de 50%. Os dados são da secretaria estadual.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/z/B/YlkrjFT66QjipG5Pk2Fg/1.png)
Falta de chuvas preocupa produtores do Paraná — Foto: RPC/Reprodução
Lourival Garcia produz soja em Paraíso do Norte, no noroeste do estado. Ele plantou 70 hectares, mas não conseguirá colher por causa das condições climáticas.
“A expectativa aqui é zero. A gente já considera perda total, pois a chuva foi muito pouca. Só estiagem, do plantio até agora”, disse o agricultor.
A maioria das plantações de soja do Paraná estão na fase vegetativa ou de florescimento e enchimento de grãos. Esta fase da produção necessita de grande quantidade de água.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/b/y/dT2DUZS6aKQbn6hhPjCA/3.png)
Estimativa aponta perdas de 50% a 70% na região oeste do estado. — Foto: RPC/Reprodução
Em Guarapuava, na região central do estado, o produtor Marcelo Weckl também terá prejuízos. Segundo ele, os estragos ainda não foram contabilizados, mas a expectativa era que a sua plantação estivesse mais desenvolvida nesse período da safra.
“O ideal seria uns vinte milímetros por semana, mais ou menos, mas ultimamente não chega a isso nem em todo o mês”, comentou Marcelo.
Consequência
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/3/a/0EwiUmT36BQAi4tyVfNQ/2.png)
Produção de soja no Paraná é afetada pela falta de chuvas — Foto: RPC/Reprodução
A situação crítica fará com que aumente o número de agricultores endividados, segundo projeção de Marcos Brambilla, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Paraná (FETAEP).
O especialista alertou que a falta de chuvas atinge também o consumo de famílias da agricultura familiar. Para ele, a situação faz com que os agricultores precisem perfurar poços artesianos mais fundos para conseguir o mínimo necessário para a família e animais.
E as chuvas?
Para a meteorologista do Climatempo Carine Gama, a expectativa é que o melhor mês para chuvas no início do ano seja janeiro, com volume próximo ou acima da média. Em fevereiro e março, porém, o cenário de estiagem deve ser mantido.
“A chuva não vem. Quando acontece, é de forma totalmente irregular, muito isolada. A umidade em solo no estado do Paraná, principalmente no oeste e noroeste, fica entre 20 e 30%. O solo está muito seco”, analisou Carine.
Por g1 PR





