Em entrevista coletiva no início da tarde desta terça (8), o delegado Thiago Nóbrega, da divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que a chacina que deixou quatro pessoas mortas, entre elas duas crianças de 2 e 7 anos, e três baleadas no bairro Portão, em Curitiba, poder ser parte de uma guerra entre duas grandes facções criminosas atuantes no Paraná, que querem dominar o tráfico de drogas. “São guerras entre facções que estão infelizmente querendo avançar para a nossa cidade, Curitiba e Região Metropolitana, estão querendo dominar pontos para expandir o comércio de entorpecentes e estão agindo desta forma: eles matam pessoas, dão tiros aleatoriamente, nós tivemos aí essa chacina e outros episódios com várias vítimas, então eles dão tiros a esmo, sem qualquer critério”, afirmou Nóbrega. O crime aconteceu na na Rua Pinheiro Guimarães.
A polícia já ouviu os dois adutos que sobreviveram ao ataque, Chaiane Kania Vaz, de 29 anos, e Ivan Ribeiro Toginsk, de 21 anos. Eles disseram que deram uma carona para o casal assassinado, Anderson Olimpio Bueno Miranda, de 28 anos, e Bruna Bispo Dias, de 20 anos, desde Campo Largo até o local do crime, no Portão. Também informaram que pararam na rua após Anderson pedir uma parada para encontrar um conhecido. Quando pararam o veículo, um Palio, um outro carro Ford Ka com três pessoas parou ao lado e os disparos de pistolas começaram. Tudo indica que o encontro mencionado por Anderson seria uma emboscada.
Christopher Augusto Vaz, de 7 anos, morreu no local, e Guilherme Bispo, de 2 anos, a caminho do Hospital do Trabalhador. O bebê, de 7 meses, também foi baleado, mas não corre risco de morte.
A Polícia Civil informou também que o carro utilizado no crime, um Ford Ka com alerta de roubo, foi encontrado incendiado a cerca de dois quilômetros do local da chacina.
Veja a identificação das vítimas:
Bruna Bispo Dias, 20 anos – morreu no local
Anderson Olimpio Bueno Miranda, 28 anos – morreu no local
Cristopher Augusto Vaz, 7 anos – morreu no local
Guilherme Bispo, 2 anos – morreu no Hospital do Trabalhador
Ivan Ribeiro Toginsk, 21 anos – baleado, mas sobreviveu
Chaiane Kania Vaz, 29 anos – baleada, mas sobreviveu
Bebê, aproximadamente 6 meses (não identificado) – baleado, mas sobreviveu.
Por Josiane Ritz/Bem Paraná






