Amor Real Notícias |
  • Home
  • Guarapuava
  • Região
  • Paraná
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
8 de janeiro de 2026
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Guarapuava
  • Região
  • Paraná
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
Sem Resultado
Ver todos os resultados
Amor Real Notícias |
Sem Resultado
Ver todos os resultados
Home Mundo

Ouro na Suíça, Prato Vazio em Casa: o Escândalo que a Venezuela Exportou

Rilson Mota por Rilson Mota
7 de janeiro de 2026
em Mundo, Política
0
Ouro na Suíça, Prato Vazio em Casa: o Escândalo que a Venezuela Exportou

AME2707. LIMA (PERÚ), 06/01/2026.- Fotografía que muestra una camiseta con una imagen de la captura del presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, este martes, en Lima (Perú). Las imágenes de la captura de Maduro han pasado a estamparse en camisetas y prendas de vestir, diseños que se han puesto de moda entre la comunidad venezolana residente en Perú para celebrar este acontecimiento de su país. EFE/ Paolo Aguilar

0
SHARES
7
VIEWS
Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp

Caracas, 07 de janeiro de 2026

Uma reportagem do jornal venezuelano El Nacional afirmou que, durante o governo de Nicolás Maduro, a Venezuela teria enviado US$ 5,2 bilhões em ouro para a Suíça. O texto atribui parte dos dados a registros alfandegários e a uma apuração da agência Reuters sobre exportações de 2013 a 2016. As informações, por se tratarem de alegações jornalísticas, dependem de checagem documental e confirmação oficial por outras fontes independentes e governamentais.

Segundo o El Nacional, a Suíça decidiu congelar ativos ligados a Maduro e a pessoas de seu círculo que estariam em território suíço, após a narrativa de uma prisão do ex-presidente em operação autorizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo suíço declarou que a medida busca impedir movimentação de capitais na conjuntura descrita. A reportagem sustenta que o congelamento não alcançaria integrantes do atual governo venezuelano formalmente.

Na reconstrução apresentada, teriam sido exportadas 113 toneladas de ouro para a Suíça entre 2013, quando Maduro assumiu, e 2016. O material, segundo o relato, teria origem no Banco Central da Venezuela e teria sido utilizado como fonte de liquidez para sustentar a economia, em meio a restrições financeiras. O mesmo texto afirma que, a partir de 2017, as exportações teriam cessado com sanções europeias até 2025, conforme registros citados.

NóticiasRelacionadas

Juro Mandado Pra Fora Não Mudou — Mas Agora a Lei Diz Quem Paga a Conta

Congresso Aperta o Cerco: Comissão Aprova Projeto que Endurece Benefícios para Crimes Graves

O congelamento anunciado teria validade inicial de quatro anos e foi descrito como medida de precaução do Conselho Federal suíço. A justificativa, ainda conforme a reportagem, é preservar recursos caso sejam abertos processos futuros para avaliar se os ativos têm origem ilícita. Autoridades suíças teriam indicado que, se a ilegalidade for comprovada, o destino pretendido seria direcionar valores para benefício do povo venezuelano, dentro de mecanismos legais internacionais e nacionais.

O texto reproduz declaração atribuída ao Conselho Federal: a intenção seria garantir que ativos supostamente adquiridos ilicitamente não sejam transferidos para fora da Suíça na “situação atual”. A decisão, ainda segundo a nota, teria congelado bens vinculados a Maduro e a pessoas associadas, sem detalhar montantes, natureza de contas ou instituições. A ausência desses detalhes impede avaliar, por ora, o alcance financeiro e a efetividade prática da medida no prazo.

Em termos técnicos, congelamentos de ativos costumam se apoiar em legislação de combate à lavagem de dinheiro, sanções e instrumentos de cooperação jurídica internacional. Quando aplicados, buscam evitar dissipação patrimonial enquanto se apuram fatos e se define jurisdição competente. A medida suíça, conforme descrita, não equivale automaticamente a confisco, mas a uma trava temporária. Seu efeito depende de rastreamento bancário, due diligence e eventual pedido de assistência por autoridades judiciais.

A declaração suíça, se confirmada nos termos reportados, sinaliza uma postura de “preservação” patrimonial antes de qualquer desfecho judicial, prática comum em centros financeiros que buscam proteger reputação e reduzir riscos de ser plataforma de ocultação. Também indica que o país pretende condicionar eventual devolução de valores a processos formais, e não a decisões políticas. Para a Venezuela, o gesto tem efeito, pois submete a escrutínio origem de verbas públicas.

No cenário internacional, a iniciativa atribui à Suíça um papel ativo na gestão de ativos potencialmente contestados, aproximando-se de medidas já adotadas por União Europeia e Estados Unidos em diferentes momentos. O texto menciona sanções europeias como divisor de águas para exportações a partir de 2017. Se os dados estiverem corretos, a janela 2013–2016 teria sido crucial para liquidez venezuelana. Para observadores, isso reabre debate sobre rastreabilidade de commodities, intermediários.

A reportagem também descreve que Maduro estaria nos Estados Unidos aguardando julgamento, e associa o episódio a uma operação “aprovada” pelo presidente Donald Trump. Trata-se de afirmações extraordinárias que, por sua gravidade, exigem confirmação por canais oficiais e por múltiplas fontes independentes. Nesta matéria, registra-se apenas o conteúdo publicado pelo El Nacional, sem validação documental própria. O ponto central é a reação suíça: congelar bens para evitar saída de capital.

Para o público venezuelano, a mensagem implícita do congelamento é que o destino de ativos no exterior pode entrar em rota judicial, com discussões sobre titularidade, origem e eventual restituição. Em casos semelhantes, a devolução ao país de origem costuma depender de sentenças, acordos e garantias de que o recurso não será novamente capturado por redes de corrupção. O anúncio suíço menciona, em tese, uso “em benefício do povo” futuramente.

Do ponto de vista diplomático, a decisão reportada reforça a tendência de vincular fluxos financeiros a padrões de integridade pública. Para a Suíça, que equilibra neutralidade com deveres de compliance, ações desse tipo comunicam rigor regulatório e reduzem risco reputacional. Para países latino-americanos, o episódio funciona como alerta sobre dependência de exportações concentradas e sobre como reservas podem ser mobilizadas em crises. O desfecho depende de provas e de foro.

Até que documentos oficiais sejam apresentados, o tema permanece no campo de alegações noticiosas, com impacto político potencial. O congelamento de bens, quando ocorre, costuma ser etapa inicial e reversível, sujeita a contestação e prazos. A menção a volumes de ouro exportados recoloca em pauta políticas de reservas e transparência fiscal. Em meio à crise venezuelana registrada por organismos e imprensa, a discussão sobre ativos externos tende a ganhar centralidade sempre.


Comentário exclusivo

Se a remessa de US$ 5,2 bilhões em ouro e o congelamento suíço se confirmarem, o contraste moral é brutal: riqueza metálica cruzando oceanos enquanto venezuelanos enfrentam escassez, inflação e migração forçada. Ouro é reserva de soberania; quando vira instrumento de sobrevivência de governo, a sociedade perde duplamente, pela falta de serviços e pela perda de patrimônio. O discurso de “benefício ao povo” só fará sentido com transparência e restituição.

Há países que tratam ditaduras como “parceiros estratégicos” e fecham os olhos para violações, porque preferem a conveniência à coerência. Isso não é pragmatismo; é cumplicidade diplomática. Quando regimes autoritários são normalizados, a conta aparece em refugiados, redes criminais, corrupção transnacional e instabilidade regional. Congelar ativos pode ser passo técnico importante, mas não substitui o essencial: condenação clara de governos que concentram poder, sufocam oposição e empobrecem a população inteira.

O Brasil precisa repensar sua política externa quando ela soa como escudo para governantes que arruínam suas próprias sociedades. Defender “não intervenção” não pode virar desculpa para tolerar abusos e miséria programada. Política externa existe para proteger interesses nacionais e valores republicanos, inclusive a defesa de direitos humanos. O contribuinte brasileiro não ganha nada ao relativizar autoritarismo alheio; ganha risco geopolítico e custo moral. Prioridade deve ser o povo brasileiro.

Quando um país exporta ouro em escala e, ao mesmo tempo, vê sua população depender de remessas e cestas básicas, algo está quebrado. A explicação “foi para sustentar a economia” esconde a pergunta central: quem foi sustentado. Sem prestação de contas, o ouro vira símbolo de captura do Estado por uma elite, enquanto cidadãos enfrentam miséria. A Suíça fala em precaução; o mundo deveria falar em princípios com transparência pública.

Há responsabilidade dos atores que mantêm portas abertas e tapetes vermelhos para líderes contestados, como se nada estivesse acontecendo. Neutralidade seletiva vira incentivo e sinaliza que sempre haverá um parceiro disposto a financiar ou blindar. A consequência é perpetuar regimes sustentados por controle institucional. Se a Suíça diz mirar o “benefício do povo”, precisará de mecanismos auditáveis, com governança internacional. Sem transparência, congelamento vira gesto simbólico e não altera vidas.

Para o Brasil, o episódio deveria servir como freio: não há ganho em relativizar autoritarismo em nome de alinhamentos circunstanciais. O país precisa defender democracia e instituições, porque isso protege brasileiros e fortalece comércio de longo prazo. Política externa madura escolhe parceiros por previsibilidade e respeito a direitos. Quando bilhões circulam em ativos e a população venezuelana enfrenta fome, a indignação é legítima. A prioridade deve ser o Brasil sempre.


Fonte: Reportagem extraída de O jornal El Nacional, jornal da Venezuela.

Relacionado Postagens

Juro Mandado Pra Fora Não Mudou — Mas Agora a Lei Diz Quem Paga a Conta
Brasil

Juro Mandado Pra Fora Não Mudou — Mas Agora a Lei Diz Quem Paga a Conta

por Rilson Mota
8 de janeiro de 2026
Congresso Aperta o Cerco: Comissão Aprova Projeto que Endurece Benefícios para Crimes Graves
Brasil

Congresso Aperta o Cerco: Comissão Aprova Projeto que Endurece Benefícios para Crimes Graves

por Rilson Mota
8 de janeiro de 2026
Trilhas Sob Controle Digital: Alep Propõe Sistema de Dados e Pontos Georreferenciados Após Caso no Pico Paraná
Paraná

Trilhas Sob Controle Digital: Alep Propõe Sistema de Dados e Pontos Georreferenciados Após Caso no Pico Paraná

por Rilson Mota
8 de janeiro de 2026
Fim da “Multa em Dobro”: Projeto Quer Impedir Dupla Penalidade no IRPJ e na CSLL pelo Mesmo Erro
Brasil

Fim da “Multa em Dobro”: Projeto Quer Impedir Dupla Penalidade no IRPJ e na CSLL pelo Mesmo Erro

por Rilson Mota
6 de janeiro de 2026
Trump Abre Diálogo com Venezuela: Embaixada em Caracas e Cooperação Econômica Após Queda de Maduro!
Mundo

Trump Abre Diálogo com Venezuela: Embaixada em Caracas e Cooperação Econômica Após Queda de Maduro!

por Rilson Mota
5 de janeiro de 2026
Delta Force Captura Nicolás Maduro: A Operação Secreta que Libertou a Venezuela da Ditadura!
Brasil

Seis Países Condenam Ataque dos EUA à Venezuela: Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai Unificam Posição Contra Intervenção Militar!

por Rilson Mota
4 de janeiro de 2026
Amor Real Notícias |

© 2024 Amor Real Notícias - Todos os direitos reservados.

Veja mais

  • Home
  • Guarapuava
  • Região
  • Tecnologia

Nós siga nas redes sociais

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Guarapuava
  • Região
  • Tecnologia

© 2024 Amor Real Notícias - Todos os direitos reservados.

Amor Real Notícias utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies .