Doha, 17 de dezembro de 2025
O Flamengo, credenciado pela conquista da última edição da Copa Libertadores da América, está pronto para o maior desafio do ano: a disputa da Copa Intercontinental. A motivação é clara e profunda: replicar o feito histórico de 1981, quando o Rubro-Negro da Gávea ascendeu ao topo do futebol mundial. A busca pelo bicampeonato é um combustível que move jogadores, comissão técnica e uma nação de torcedores, ansiosos por mais uma página dourada na rica história do clube.
Em entrevista coletiva concedida na última terça-feira (17), o técnico Filipe Luís demonstrou total compreensão da importância daquele título de 1981. “Nunca, nenhuma geração será maior do que a de 1981, que foi a primeira”, afirmou, reconhecendo o legado inestimável. Ele ressaltou que a paixão de 40 milhões de flamenguistas é um “produto daquela geração”, que inspirou pais a levarem seus filhos aos estádios por anos a fio.
A geração de Zico, Leandro e tantos outros ídolos não apenas conquistou o mundo, mas também forjou a identidade de um clube que se tornou sinônimo de glória. Filipe Luís fez questão de lembrar: “Quantos Arthurs existem por causa do Zico? Quantos Leandros?”. Essa conexão com o passado glorioso é uma fonte de inspiração e um lembrete constante da responsabilidade que o atual elenco carrega ao vestir o Manto Sagrado em uma final mundial.
Agora, em 2025, o desafio é medir forças com o Paris Saint-Germain (França), uma equipe que conquistou pela primeira vez na história o cobiçado título da Liga dos Campeões da Europa. O PSG, com sua constelação de estrelas e poderio financeiro, representa o auge do futebol europeu, prometendo um confronto de estilos e filosofias que testará os limites do Flamengo em todos os aspectos.
Filipe Luís, ciente da magnitude do adversário, expressou a raridade de disputar uma final de tal calibre. “Teremos a oportunidade de jogar mais uma final. Há jogadores que passam toda a carreira sem disputar sequer uma semifinal de competição importante”, ponderou. Para o treinador, a chave para o sucesso reside em “estar no melhor nível mental para traçar o plano para vencer esse jogo complicado com o PSG”.
A maior motivação do elenco rubro-negro é clara: “ser campeão com o Flamengo”. Essa frase resume o espírito que permeia o vestiário, onde a busca pelo título mundial transcende o individual e se torna um objetivo coletivo. A chance de gravar seus nomes na história do clube, ao lado dos heróis de 1981, é um motor poderoso que impulsiona cada jogador a dar o seu máximo em campo.
A grande final da Copa Intercontinental entre Flamengo e Paris Saint-Germain será disputada no Estádio Ahmed bin Ali, em Doha, nesta quarta-feira (17), às 14h (horário de Brasília). O mundo do futebol estará de olhos voltados para este confronto épico, onde a tradição e a paixão do Flamengo tentarão superar o poderio e a juventude do PSG em busca da glória eterna.
Comentário Exclusivo:
A constante evocação da geração de 1981, embora compreensível como motivação, revela uma dependência excessiva do passado glorioso. Essa nostalgia, por vezes, ofusca a necessidade de construir uma identidade própria e de superar o adversário com base na realidade presente. O “DNA do Flamengo” não pode ser apenas um eco distante, mas uma força viva que se reinventa. A obsessão pelo “bi mundial” corre o risco de transformar o presente em mera sombra de um passado inatingível, em vez de um futuro brilhante.
Por Pr. Rilson Mota
Amor Real Notícias: Informando com responsabilidade e compromisso com a verdade.






