Guarapuava, 16 de dezembro de 2025
Uma mulher de 25 anos em Guarapuava viveu momentos de terror na manhã desta segunda-feira, no bairro Industrial, ao ter sua medida protetiva de urgência violada. Seu ex-companheiro, um homem de 33 anos, buscou reatar o relacionamento. Diante da recusa, ele proferiu ameaças contra a vida dela, causando profundo dano emocional. O incidente destaca a persistência da violência doméstica, mesmo com amparos legais em vigor, e a vulnerabilidade de quem busca proteção.
Por volta das 8h, o homem se dirigiu à residência da ex-convivente, ignorando a ordem judicial que o impedia de se aproximar. Segundo o relato da mulher, ele tentou uma reaproximação, mas, diante da negativa, sua postura mudou drasticamente. As palavras se transformaram em ameaças diretas à vida dela, intensificando o clima de medo e insegurança. A situação demonstra a audácia de agressores que desafiam a lei.
A mulher, em estado de choque, acionou as autoridades. No entanto, o agressor conseguiu fugir do local antes da chegada dos agentes. Apesar do patrulhamento intensivo realizado na região, o homem não foi encontrado. A ausência de uma prisão em flagrante, embora compreensível pela fuga, reforça a sensação de impunidade e a dificuldade em conter agressores que agem de forma premeditada e rápida.
Para a mulher, o episódio reacende o ciclo de medo e insegurança, mesmo com a medida protetiva. A ameaça à sua vida e o dano emocional causado são feridas invisíveis que persistem, afetando seu bem-estar e sua capacidade de reconstruir a vida. A situação sublinha a necessidade de mecanismos de proteção mais robustos e de uma resposta mais ágil para garantir a segurança de quem já vive sob constante ameaça.
O caso de Guarapuava é um triste lembrete de que a medida protetiva, embora essencial, nem sempre é suficiente para conter a violência. A persistência de agressores em desafiar ordens judiciais exige uma reflexão sobre a eficácia da fiscalização e das penalidades. É fundamental que a sociedade e as instituições reforcem o apoio às vítimas, garantindo que a lei seja cumprida e que a paz e a segurança sejam restabelecidas em suas vidas.
Comentário Exclusivo:
A proximidade das festas de final de ano, período de celebração e confraternização, paradoxalmente, acende um sinal de alerta para o aumento da violência contra a mulher. O convívio intensificado e, por vezes, o consumo excessivo de álcool, podem atuar como catalisadores de tensões preexistentes em ambientes domésticos. O caso de Guarapuava, onde uma medida protetiva foi desrespeitada, serve como um lembrete sombrio da vulnerabilidade que muitas mulheres enfrentam. É imperativo que a sociedade esteja mais atenta, que as vítimas se sintam seguras para denunciar e que as redes de apoio funcionem plenamente para garantir a proteção e a paz que todas merecem.
Por Pr. Rilson Mota
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