GUARULHOS , 13 de janeiro de 2026
O Guarani venceu o Corinthians por 2 a 1 nesta segunda-feira, no Estádio Zézinho Magalhães, e avançou à terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, eliminando o clube mais campeão do torneio. Os gols bugrinos foram de Kewen e João Pires; Iago descontou no fim. As informações constam do relato oficial da partida. Com o resultado, o Bugre segue vivo e confiante na competição ainda.
O Guarani enfrentará o XV de Jaú na sequência, conforme a tabela divulgada pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Já o Corinthians, dono de 11 títulos da Copinha, encerra a participação após campanha de duas vitórias, um empate e uma derrota. A equipe marcou cinco gols e sofreu três. A eliminação na segunda fase interrompe a rotina recente de protagonismo do clube no torneio e levanta questionamentos sobre ajustes imediatos.
No primeiro tempo, o Guarani controlou melhor os corredores laterais e produziu as chances mais claras. Aos 22 minutos, Pin alçou a bola na área; após rebote, Artur finalizou por cima. A pressão seguiu e, aos 36, Artur cruzou com precisão para Kewen, que ganhou pelo alto e cabeceou para abrir o placar. Dois minutos depois, Luiz Eduardo acertou o travessão. O lance manteve o duelo aberto no intervalo ainda.
Na segunda etapa, o Corinthians adiantou as linhas e aumentou o volume, buscando mais cruzamentos e segundas bolas. Mesmo assim, o Guarani quase ampliou aos 10 minutos: Kewen roubou a posse, entrou na área e finalizou, mas Mateus defendeu com a perna. Aos 14, Iago respondeu após cruzamento de Luiz Eduardo, e Hyan evitou o empate com boa intervenção. O jogo ficou esticado, com transições rápidas e pausa para reorganização.
A definição ocorreu na reta final. Aos 42 minutos, João Pires pressionou a saída, desarmou o zagueiro Vera e avançou cara a cara com o goleiro, concluindo para o 2 a 0. Nos acréscimos, o Corinthians insistiu e diminuiu aos 50: Nicollas cruzou, e Iago apareceu na área para marcar. O gol, porém, não alterou o desfecho. Com vantagem em bolas recuperadas, o Guarani administrou e celebrou diante da torcida.
Taticamente, o Bugre se destacou pela marcação coordenada no meio e pela agressividade na primeira pressão, fatores que geraram roubadas decisivas. A equipe também explorou bem a bola aérea, origem do primeiro gol, e protegeu a área com leitura de cobertura. Para a comissão técnica, a missão agora é recuperar o elenco e ajustar detalhes para encarar o XV de Jaú na terceira fase, mantendo intensidade com disciplina defensiva constante.
A partida reforça uma característica recorrente da Copinha: jogos decididos por eficiência em momentos-chave e por gestão emocional de atletas em formação. Para o Corinthians, a queda precoce sugere foco em ajustes de tomada de decisão e ocupação de área, sem conclusões apressadas sobre uma geração. Para o Guarani, a vitória serve como vitrine competitiva e evidência de trabalho de base, com desempenho consistente nos dois tempos nesta fase decisiva.
Comentário exclusivo: Do ponto de vista jornalístico, a relevância do resultado não está apenas no placar, mas no contraste entre tradição e execução. O rótulo de “maior campeão” amplifica o impacto, porém o texto precisa ancorar essa ideia em números verificáveis, como os 11 títulos, para evitar exageros. Ao tratar categorias de base, é prudente evitar adjetivos absolutos e focar no que o jogo mostrou, com neutralidade no relato factual.
Tecnicamente, o episódio que decide a partida é didático: o segundo gol nasce de pressão alta bem temporizada, quando o atacante não apenas corre, mas fecha a linha de passe e induz o erro do zagueiro. Em torneios curtos, esse tipo de detalhe pesa mais que posse de bola. A primeira bola parada também foi determinante, mostrando preparo para atacar a área com vantagem física e timing de salto preciso.
Para o Corinthians, o risco é transformar uma eliminação em diagnóstico definitivo. A Copinha expõe jovens a ambientes de pressão, e a oscilação é esperada; por isso, a análise deve separar resultado de processo. Houve reação no segundo tempo, mas faltou converter volume em chances claras contra um bloco compacto. O debate saudável passa por métricas de criação, qualidade de cruzamentos e tomada de decisão, não por rótulos fáceis hoje.
Já o Guarani ganha crédito por competir sem abrir mão de iniciativa. O time não se limitou a defender; atacou com variações, alternando jogo direto e construção para escapar da pressão. A maturidade aparece na gestão do placar: depois do 1 a 0, soube sofrer e escolher o momento de acelerar. Contra o XV de Jaú, o desafio será repetir concentração e ajustar saída para evitar perdas na zona central.
Por Pr. Rilson Mota
Amor Real Notícias: Informando com responsabilidade e compromisso com a verdade.
Ao apoiar o jornalismo local, você fortalece a informação de qualidade.
Assine agora e tenha acesso aos conteúdos exclusivos, com credibilidade e compromisso com a informação.
Acompanhe nossas atualizações nas redes sociais e fique bem informado:
WhatsApp | Instagram | Telegram | Facebook
Entre em contato conosco:
Email: redacao@amorrealnoticias.com.br






