Rio de Janeiro, 06 de janeiro de 2026
No domingo, 4, uma jovem de 23 anos, identificada como Naysa Kayllany da Costa Borges Nogueira, deu entrada já sem vida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Novo, na Zona Oeste. A informação inicial foi comunicada à Polícia Militar, que registrou o fato e informou que o corpo apresentava múltiplas lesões compatíveis com espancamento. A ocorrência passou a ser tratada como morte a esclarecer naquele momento, oficialmente.
Pai da vítima, o major Neyfson Borges, da Polícia Militar, publicou mensagem de luto nas redes sociais. No texto, afirmou que a filha era sua “eterna Branquinha” e descreveu a perda como “a maior dor do mundo”. A publicação circulou após a confirmação do óbito na unidade de saúde. A corporação informou que equipes do 14º Batalhão foram avisadas e compareceram ao local para verificação conforme o protocolo de atendimento.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar, o acionamento ocorreu depois da admissão da paciente na UPA. Ao examinar visualmente a vítima, os profissionais relataram lesões múltiplas, descritas como indicativas de violência física. A unidade de saúde formalizou o registro e adotou rotinas de preservação de informações clínicas. A etapa seguinte envolve exames periciais para definir causa, mecanismo e tempo provável das lesões com precisão.
Até a última atualização divulgada, não havia informação pública sobre suspeitos identificados, prisões ou motivação associada ao caso. As circunstâncias da morte permanecem sob apuração pelas autoridades competentes, com base em laudos, prontuário médico e relatos de pessoas que tiveram contato com a vítima antes do atendimento. A Polícia Militar informou que seu papel, nessa fase, foi assegurar o registro e o encaminhamento para investigação especializada nos termos da lei.
Em casos de morte com indícios de agressão, o procedimento técnico exige separação entre fatos constatados e hipóteses investigativas. O Instituto Médico Legal realiza exames para determinar causa do óbito e eventual correlação com traumas externos. O material produzido nessa fase subsidia decisões posteriores do sistema de justiça e orienta eventuais medidas cautelares. Enquanto não houver laudo conclusivo e atribuição formal de autoria, nenhuma pessoa pode ser responsabilizada publicamente ainda.
A família foi orientada a buscar os canais formais de acompanhamento, inclusive para obtenção de informações periciais e providências administrativas. Em ocorrências com possível violência, recomenda-se preservar comunicações, imagens e registros que possam ajudar a reconstruir a linha do tempo dos fatos. A rede de saúde também pode ofertar apoio psicossocial aos parentes, especialmente em perdas traumáticas. Novas atualizações dependem da consolidação dos laudos e da divulgação oficial pelas autoridades.
🧩 Comentário crítico e exclusivo
Há algo devastador em perceber como notícias de mulheres feridas ou mortas já não causam o choque coletivo que deveriam. Quando uma jovem chega sem vida a uma UPA com lesões compatíveis com espancamento, o país não pode tratar como “mais um caso”. A repetição cria anestesia social e abre espaço para impunidade. O debate público precisa sair do sensacionalismo e entrar na prevenção: rede de proteção ativa, denúncia acessível e responsabilização quando a prova técnica indicar crime sem demora.
Em muitos lares, a falta de fidelidade — ou a suspeita dela — vira combustível para humilhação, controle e escalada de conflito. Isso não explica violência, não atenua dano, não muda responsabilidade: apenas mostra o quanto relações frágeis podem se tornar perigosas quando a posse substitui o respeito. Traição pode ser motivo de término; agressão é ruptura civilizatória. O que se espera de adultos é decisão madura: conversar, separar, procurar mediação, e não transformar dor em ataque dentro de casa.
Inteligência emocional, na prática, é saber pausar antes de atravessar a linha do irreparável. Conflitos cotidianos existem, mas a capacidade de regular raiva, frustração e ciúme deveria ser aprendida e cobrada. Quando alguém recorre à força, não “perdeu o controle”: escolheu um método de dominação. Esse padrão precisa ser nomeado e enfrentado com educação afetiva, acompanhamento psicológico quando necessário e intervenção rápida quando há risco. Sem isso, a violência segue sendo a linguagem de quem não sabe negociar com limites.
Também é preciso reconhecer o impacto institucional: casos assim exigem perícia sólida, fluxo de informações responsável e acolhimento à família, sem exposição desnecessária. A pressa em apontar culpados nas redes costuma destruir reputações e atrapalhar a apuração. O caminho correto é outro: laudo, prova, contraditório e decisão. Paralelamente, a sociedade precisa sustentar políticas permanentes de proteção à mulher, porque prevenção não nasce de campanha pontual, mas de rotina de cuidado, fiscalização e consequência para que a violência não vire rotina.
Por Pr. Rilson Mota
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