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Entenda como funciona o seguro de carro contra enchentes

Amor Real Notícias por Amor Real Notícias
26 de janeiro de 2022
em Brasil, Economia
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Entenda como funciona o seguro de carro contra enchentes
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Em época de fortes chuvas, é comum que proprietários de veículos tenham dúvidas sobre cobertura desse tipo de sinistro. Seguros de carros cobrem danos causados por desastres naturais?

O auge do verão é tradicionalmente um período de chuvas intensas nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, e desta vez não está sendo diferente. O final de 2021 foi de muitas chuvas até mesmo em regiões que não costumam ter esse clima, como o sul da Bahia e o norte de Minas Gerais.

Desde o início de 2022, mais de 500 cidades já decretaram situação de emergência, seja por alerta de enchentes, deslizamentos ou queda de árvores. São ainda milhares de desabrigados e desalojados.

Além disso, há os prejuízos materiais como móveis e bens, como os veículos. Este último é um dos que geram mais dúvidas sobre o que fazer. Afinal, os seguros de carros cobrem danos causados por desastres naturais?

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De forma objetiva, sim, as seguradoras cobrem os danos causados pelas chuvas nos chamados “seguros compreensivos”, garante José Varanda, professor da Escola de Negócios e Seguros. “Essa cobertura é a mais frequente. A apólice garante indenização no caso de prejuízos causados por enchente, aguaceiro e tromba d’água, incluindo queda de árvores e de outros objetos que danifiquem o veículo”, explica.

Mas Varanda alerta que é preciso ficar atento aos termos do contrato para ver se de fato consta essa informação. Isso porque as garantias podem mudar conforme a seguradora. “Embora a maioria siga um escopo de garantias, as seguradoras podem criar produtos personalizados”, pontua.

E mesmo que o seguro tenha cobertura para esse tipo de acidente, o motorista não deve assumir o risco do sinistro, pois pode resultar em uma eventual recusa de indenização. Um exemplo disso é quando, mesmo vendo que um lugar está alagado, o motorista força a passagem.

“A orientação, inclusive dos órgãos públicos, é que os motoristas e passageiros saiam do carro, salvem suas vidas e deixem o veículo no local. Se ele flutuar ou for carregado pela correnteza, o seguro vai indenizar. Se forçar a passagem, os técnicos da seguradora vão perceber na hora da inspeção”, completa.

O especialista destaca, ainda, que todas as peças e acessórios automotivos originais de fábrica estão incluídos na cobertura do seguro, desde que constem na nota fiscal do veículo. Para os outros itens, o consumidor pode optar por uma cobertura adicional.

Enchente x inundação

Outro ponto de atenção é que muitos não sabem, mas há diferença entre alagamentos e inundações. “Chuvas e temporais se enquadram na cobertura de alagamentos, enquanto a de inundação é basicamente para o transbordamento de rios”, orienta.

Via de regra, os seguros não preveem cobertura para inundações, podendo o cliente incluir esse serviço adicional durante a contratação, se tiver interesse. “Não é uma cobertura cara, mas tem de ser escolhida pelo segurado”, diz Varandas.

E o que fazer? 

Em caso de enchente, a orientação é esperar que a água retroceda para acionar o seguro. Normalmente, as empresas mantêm atendimento 24 horas aos consumidores, com serviço de guincho, por exemplo. Após o contato, a seguradora vai enviar técnicos ao local para que verifiquem a situação e prossigam com as providências.

A partir daí, a seguradora vai avaliar a situação e definir pela reparação do veículo ou por decretar a perda total. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), nos casos em que a soma do estrago for maior que 75% do valor do seguro deve acontecer a indenização integral. É de responsabilidade do segurado arcar com o pagamento da franquia do seguro.

Se o consumidor não concordar com a decisão, pode abrir reclamação na Susep, entidade máxima do setor, que mantém um canal de atendimento em seu site. Há também a possibilidade de abrir protocolo no Procon ou de iniciar uma ação judicial.

Por Wesley Santana/CNN

Tag: Seguros de carros

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