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O Dragão e o Barba: Xi Jinping estende o tapete vermelho enquanto o Tio Sam chuta o balde na Venezuela

Rilson Mota por Rilson Mota
23 de janeiro de 2026
em Economia, Mundo, Política
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O Dragão e o Barba: Xi Jinping estende o tapete vermelho enquanto o Tio Sam chuta o balde na Venezuela

© Ricardo Stuckert/PR

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Brasília 23 de janeiro de 2026

O cenário geopolítico global atingiu um novo patamar de ebulição nesta semana, após uma conversa telefônica estratégica entre o líder chinês, Xi Jinping, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O diálogo, reportado pela agência estatal Xinhua, ocorre em um momento de extrema fragilidade nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos. Pequim aproveitou a oportunidade para reafirmar seu apoio incondicional à maior economia da América Latina, posicionando-se como um porto seguro em tempos “turbulentos”.

A aproximação entre Brasília e Pequim ganhou tração imediata após as duras críticas de Lula à recente incursão militar norte-americana na Venezuela. Em um artigo publicado no New York Times em 18 de janeiro, o presidente brasileiro condenou o ataque direto das forças de Washington, classificando-o como uma violação sem precedentes na história sul-americana. Xi Jinping, percebendo o vácuo diplomático deixado pelo governo de Donald Trump, reforçou a necessidade de salvaguardar os interesses comuns do Sul Global.

O estopim para essa nova configuração de forças foi a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades norte-americanas, sob graves acusações de tráfico internacional de drogas. A ação militar direta de Washington em território vizinho gerou uma onda de choque em toda a América Latina, despertando temores de novas intervenções armadas. Para a China, que possui bilhões investidos na região, a instabilidade provocada pelos Estados Unidos representa um desafio direto à sua influência econômica e estratégica.

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Durante a ligação, Xi Jinping enfatizou que a China e o Brasil devem atuar conjuntamente para manter o papel das Nações Unidas diante da “impunidade” percebida nas ações unilaterais de Washington. O líder chinês destacou que a parceria estratégica firmada em 2024, que alinha a iniciativa do Cinturão e Rota (BRI) aos planos brasileiros de infraestrutura e transição energética, é o modelo ideal de cooperação. Pequim prometeu novas linhas de crédito para compensar possíveis retaliações econômicas do bloco ocidental.

O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, ecoou as preocupações de Lula ao afirmar que os princípios fundadores das Nações Unidas estão sob ameaça direta. Em entrevista à BBC, Guterres criticou a postura dos EUA, sugerindo que a igualdade entre os Estados-membros foi atropelada pela força militar. Esse coro de desaprovação internacional serviu de combustível para que Xi Jinping se apresentasse como o defensor da ordem multilateral, contrastando com a política de “medo e coerção” atribuída a Trump.

Lula, em seu artigo, argumentou que o futuro da Venezuela deve permanecer exclusivamente nas mãos de seu povo, rejeitando qualquer tutela externa. Ele ressaltou que, em mais de dois séculos de história independente, a América do Sul nunca havia sofrido um ataque militar direto dos Estados Unidos. Para o presidente brasileiro, a dependência da coerção por parte das grandes potências torna o mundo inviável. Essa retórica encontrou eco imediato nos corredores do poder em Pequim, que busca isolar Washington.

A tensão não se limita ao continente sul-americano. As ameaças de Trump em usar força militar para obter a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, também abalaram as alianças de segurança no Atlântico Norte. Esse comportamento errático de Washington tem empurrado aliados tradicionais para uma zona de incerteza, favorecendo a narrativa chinesa de estabilidade e parceria. Xi Jinping aproveitou o caos para prometer que a China continuará sendo uma “boa amiga” dos países da América Latina e do Caribe.

A estratégia chinesa envolve o fortalecimento de investimentos em agricultura e transição energética no Brasil, setores vitais para a economia nacional. Ao alinhar a BRI aos planos de desenvolvimento brasileiros, Xi Jinping busca criar uma dependência estrutural que blinde o país de sanções americanas. O líder chinês vê no Brasil o pilar fundamental para consolidar a liderança do Sul Global, desafiando a hegemonia histórica dos Estados Unidos em seu próprio “quintal” diplomático e econômico.

A reação de Washington a essa aproximação ainda é uma incógnita, mas analistas preveem um aumento nas pressões comerciais e diplomáticas sobre o Planalto. O indiciamento de Maduro e os bombardeios na Venezuela foram sinais claros de que os EUA não tolerarão governos desalinhados em sua esfera de influência. Ao tomar partido de forma tão explícita, Lula coloca o Brasil em uma rota de colisão que pode ter consequências profundas para o comércio exterior e a segurança regional.

Xi Jinping encerrou a conversa reforçando que a solidariedade entre os países em desenvolvimento é a única forma de enfrentar a turbulência internacional. Ele convidou Lula para novas rodadas de negociações sobre investimentos em infraestrutura pesada, visando modernizar portos e ferrovias brasileiras sob o selo chinês. Para Pequim, o Brasil não é apenas um fornecedor de commodities, mas o parceiro geopolítico necessário para redesenhar o mapa de poder mundial no século XXI, longe de Washington.

A diplomacia brasileira, sob o comando de Lula, parece ter abandonado a tradicional neutralidade para abraçar um lado na nova Guerra Fria. O custo dessa escolha será sentido pela população, que agora aguarda as retaliações de uma Casa Branca cada vez mais agressiva. Enquanto Xi Jinping oferece promessas de crédito, o Brasil se vê no centro de uma disputa de gigantes, onde qualquer erro de cálculo pode resultar em isolamento econômico e perda de soberania frente às potências.

O artigo de Lula no New York Times foi o divisor de águas que selou essa nova aliança. Ao criticar abertamente a “hostilidade permanente” das potências, o presidente brasileiro queimou pontes com a administração Trump. A China, agindo com precisão cirúrgica, ocupou o espaço, oferecendo o apoio que o Brasil agora necessita para não sucumbir sozinho às pressões externas. A turbulência mencionada por Xi Jinping já é uma realidade nas fronteiras e nos mercados financeiros de todo o continente.

A influência chinesa na América Latina e no Caribe nunca foi tão explícita. Xi prometeu que a China não recuará em seus investimentos, independentemente das ações militares dos EUA. Essa garantia é o que mantém o governo Lula firme em sua retórica ideológica, apostando que o capital chinês será suficiente para sustentar o país. No entanto, a história mostra que o apoio de grandes potências raramente vem sem um preço alto em termos de autonomia política.

A situação na Venezuela continua sendo o ponto de maior fricção. Com Maduro preso e o país em incerteza política, o Brasil se vê cercado por instabilidade. A crítica de Lula ao ataque americano é vista por muitos como uma defesa indireta de regimes autoritários, o que complica a imagem do Brasil perante as democracias ocidentais. Xi Jinping, por outro lado, não tem tais preocupações éticas, focando apenas no realismo político e na expansão de sua zona de influência.

O futuro das relações Brasil-EUA depende agora de como Trump interpretará essa “amizade” com a China. Se Washington decidir que o Brasil é um adversário ideológico, as sanções podem atingir setores vitais da economia brasileira. A aposta de Lula é alta e arriscada, confiando que a China cumprirá suas promessas de investimento em agricultura e infraestrutura. O Sul Global, liderado por esses dois gigantes, tenta criar uma nova ordem, mas o caminho está repleto de armadilhas.

Em última análise, a conversa entre Lula e Xi Jinping sinaliza que o Brasil escolheu seu lado na “situação internacional turbulenta”. O apoio chinês é a âncora que o Planalto escolheu para navegar em mares revoltos. Se essa escolha trará prosperidade ou apenas mais miséria e isolamento, só o tempo dirá. Por enquanto, o Brasil caminha de mãos dadas com o Dragão, enquanto observa, com apreensão, os movimentos imprevisíveis da Águia norte-americana em seu horizonte imediato.


Comentário exclusivo — Crônicas de Nárnia no Planalto: O perigo da ideologia sobre a realidade

Existe um ditado popular que diz: “Não existe nada tão ruim, que não possa ficar pior!”. Este ditado cai muito bem com a situação do Brasil hoje, enfrentando desafios internos monumentais. Do escândalo de corrupção no Banco Master ao aparelhamento desenfreado das instituições, o país sangra. Temos um Congresso Nacional sob constantes indícios de irregularidades e escândalos no INSS que expõem a fragilidade da gestão pública. Somado a isso, as altas taxas de juros e a pobreza crescente sufocam a população brasileira.

O governo parece viver em Crônicas de Nárnia, o conto de fantasia de C.S. Lewis, ignorando a ascensão meteórica do crime organizado que domina territórios inteiros. Enquanto o povo sofre com a insegurança e a falta de serviços básicos, o Planalto prefere brincar de estadista global. Lula precisa tomar uma decisão urgente: ou pensa no Brasil e na prosperidade real, ou continua escravo de uma ideologia que só gera miséria. A credibilidade das instituições está em frangalhos perante a opinião pública nacional.

O ditado “Não existe nada tão ruim, que não possa ficar pior!” ganha contornos dramáticos com o artigo de Lula no New York Times. Ao escrever que o futuro da Venezuela deve permanecer nas mãos de seu povo, o presidente ignora convenientemente que aquele povo vive sob um regime ditatorial sanguinário. Muitos venezuelanos, exaustos da opressão, viram na intervenção americana uma luz de esperança. Lula, contudo, prefere defender a soberania de uma ditadura em nome de um alinhamento ideológico cego e perigoso.

As críticas de Lula ao ataque dos EUA à Venezuela mostram que ele já tomou um lado, e é o lado oposto à liberdade democrática. Ao se aproximar de Xi Jinping logo após criticar Washington, o presidente coloca o Brasil em uma rota de colisão geopolítica desastrosa. Quando um líder toma partido de forma tão polarizada, quem sofre as consequências é o povo, que arca com o isolamento econômico. A reação dos Estados Unidos a essa afronta diplomática pode ser o golpe de misericórdia na nossa economia.

A vida de Lula não está fácil, mas ele mesmo cria seus obstáculos. Como ele pretende defender o regime de Maduro no mesmo ambiente internacional que condena o tráfico de drogas e a tirania? A retórica de “Palestina livre” ou “soberania venezuelana” parece ser apenas lacração para sua base ideológica, sem qualquer compromisso com a realidade dos fatos. O Brasil está sendo taxado em mais de 40% por levar a política nacional com esse viés ideológico tacanho e ultrapassado.

Somos obrigados a pagar uma das maiores taxas de imposto do mundo para sustentar um governo que prioriza alianças com países que executam seu próprio povo, como o Irã. O viés ideológico na política externa é um veneno para a prosperidade brasileira. O governo precisa repensar sua estratégia urgentemente: menos ideologia e mais consciência. O Brasil não pode ser o “anão diplomático” que serve de linha de frente para interesses chineses enquanto sua própria casa está em chamas.

A corrupção generalizada e o aparelhamento das instituições criaram um mar de lama que ameaça afogar a democracia brasileira. A credibilidade popular nas cortes e no parlamento é mínima, e o governo responde com mais fantasia e menos ação prática. Pensar no Brasil significa combater o crime organizado com rigor, reduzir a carga tributária e atrair investimentos reais, não apenas promessas de crédito de Pequim que vêm acompanhadas de amarras políticas e perda de soberania.

O futuro da Venezuela é um espelho do que a ideologia sem limites pode fazer com uma nação próspera. Lula, ao se esquecer da natureza ditatorial do regime de Maduro, sinaliza que a democracia é um valor negociável em prol da ideologia. Essa postura é um insulto aos milhares de refugiados venezuelanos que buscam abrigo no Brasil fugindo da fome e da perseguição. O protagonismo mundial que Lula tanto quer não virá através da defesa de tiranos, mas da liderança ética.

A aproximação com a China, embora economicamente tentadora, deve ser feita com cautela cirúrgica. Xi Jinping não dá “apoio” de graça; ele busca satélites para sua estratégia de hegemonia global. O Brasil corre o risco de trocar uma dependência por outra, ainda mais restritiva. O governo precisa sair de Nárnia e encarar o mundo real, onde a prosperidade nasce da liberdade econômica e do respeito às instituições, não de alinhamentos automáticos com regimes autoritários do Sul Global.

Concluo alertando que o próximo passo dessa política externa desastrosa pode ser o caos total. Se os EUA reagirem com sanções severas, o Brasil não terá para onde correr, pois a China priorizará seus próprios interesses. É hora de o governo Lula acordar para a realidade: o povo quer comida na mesa, segurança nas ruas e impostos justos. Menos ideologia, mais Brasil. Que a justiça e a prosperidade deixem de ser contos de fada e se tornem a realidade da nossa gente.

Por Pr. Rilson Mota

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