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O bilhão da discórdia: Lula no divã entre o boné de Trump e o lenço de Gaza

Rilson Mota por Rilson Mota
20 de janeiro de 2026
em Brasil, Política
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Lula sobe o tom no NYT sobre Venezuela e EUA, e reacende debate: diplomacia de princípios ou custo interno crescente?

© Marcelo Camargo/Agência Brasi

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Brasília, 20 de janeiro de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um dilema diplomático após receber um convite formal de Donald Trump para integrar um “conselho de paz” focado na reconstrução da Faixa de Gaza. O documento, enviado pela embaixada em Washington, chegou ao Planalto na última sexta-feira, provocando reuniões de emergência com o chanceler Mauro Vieira. A proposta americana sugere uma administração conjunta para a região devastada, mas exige alinhamento estratégico imediato.

A resposta brasileira não será instantânea, pois o governo considera o tema geopoliticamente sensível e repleto de armadilhas narrativas. Lula optou por realizar consultas extensas com países parceiros antes de definir qualquer posicionamento oficial sobre a participação do Brasil no colegiado. O Itamaraty iniciará diálogos nesta semana com nações que receberam convites similares, como Turquia, Egito e Canadá, buscando entender a temperatura internacional sobre a iniciativa de Trump.

Além dos contatos bilaterais, o governo pretende levar a discussão para fóruns como o Brics e o Mercosul, além de sondar a União Europeia. A ideia é evitar um movimento isolado que possa comprometer a imagem do país perante o Sul Global ou gerar atritos com potências europeias. O Brasil busca uma posição coordenada, temendo que o conselho proposto por Trump seja uma ferramenta de hegemonia unilateral disfarçada de ajuda humanitária.

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Enquanto Brasília hesita, o presidente da Argentina, Javier Milei, não perdeu tempo e aceitou prontamente o convite. Milei, aliado declarado de Trump, afirmou sentir-se honrado em participar do grupo, marcando uma diferença clara de postura em relação ao vizinho brasileiro. Por outro lado, o presidente francês Emmanuel Macron deu sinais de que a França ficará de fora, reforçando a divisão entre líderes ocidentais sobre a legitimidade do novo conselho.

Técnicos do Itamaraty avaliam os termos do convite com cautela, apontando que o documento é pouco preciso e parece escantear organismos multilaterais tradicionais. A principal preocupação é o esvaziamento da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança no processo de pacificação. A diplomacia brasileira vê riscos de que o novo colegiado intervenha em outros conflitos globais sem o respaldo do direito internacional estabelecido após 1945.

A retórica da Casa Branca, que defende o abandono de “instituições que falharam”, é vista como um ataque direto à ONU. Trump justifica a criação do grupo como uma alternativa necessária diante da ineficiência de abordagens passadas. No entanto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou recentemente sobre a erosão do direito internacional, criticando a impunidade e os ataques a civis e funcionários humanitários que ocorrem sob as vistas de todo o mundo.

Outro ponto de atrito para o Planalto é a ausência de representantes palestinos no conselho proposto pelos Estados Unidos. Historicamente, o Brasil defende a solução de dois Estados e mantém uma postura crítica às ações militares de Israel. Integrar um grupo liderado por Trump, sem a presença da Palestina, poderia ser interpretado como uma mudança drástica na política externa brasileira, gerando desgaste com aliados históricos e com a própria base política interna.

O custo financeiro da adesão também é um obstáculo considerável para o orçamento brasileiro em tempos de ajuste fiscal. Os países participantes deverão pagar uma “taxa de adesão” de US$ 1 bilhão para permanecer no grupo por mais de três anos. Na cotação atual de R$ 5,45, o valor ultrapassa os R$ 5,4 bilhões, montante que o governo teria dificuldade em justificar diante das carências internas em saúde, educação e segurança pública.

Trump, que se autodeclarou presidente do conselho, pretende centralizar os poderes de decisão sobre a reconstrução e a transição para a Autoridade Palestina. Para o Brasil, aceitar tais termos significaria submeter-se a uma hierarquia onde o protagonismo seria meramente figurativo. A diplomacia brasileira prefere fóruns onde a igualdade soberana seja respeitada, algo que a proposta americana parece não priorizar ao concentrar amplos poderes na figura do líder republicano.

O cenário coloca Lula em uma saia justa: se aceitar, aproxima-se de Trump e Milei, mas trai sua retórica pró-Palestina e multilateralista. Se recusar, perde a chance de influenciar um dos temas mais importantes da agenda global e pode sofrer retaliações políticas de Washington. O governo agora ganha tempo com as consultas, mas a pressão por uma definição cresce à medida que outros líderes globais começam a anunciar suas respectivas decisões e alinhamentos.

Créditos: Reportagem extraída do Jornal Correio Brasiliense (usado de acordo com a Cláusula 27a da Lei de Direitos Autorais).


Comentário exclusivo

A diplomacia brasileira vive um momento de paralisia estratégica travestida de “consulta aos parceiros”. O convite de Trump expõe a fragilidade de um governo que se move por ideologia, mas colide com a realidade financeira e geopolítica. Lula, que não hesitou em classificar as ações de Israel como genocídio, agora se vê diante do criador de um conselho que ignora a ONU. O silêncio sobre o massacre de 7 de outubro de 2023 cobra seu preço agora.

É impossível ignorar a seletividade moral da política externa atual. O presidente brasileiro foi rápido em condenar Israel, mas silenciou sobre os 1,2 mil israelenses assassinados e os 250 sequestrados pelo Hamas. Essa postura enviesada retirou do Brasil o papel de mediador isento. Agora, ao ser convidado por Trump, Lula percebe que o protagonismo mundial que sempre almejou exige sentar-se à mesa com quem ele atacou. A retórica de “Palestina livre” parece ter sido apenas lacração.

A comparação com Javier Milei é inevitável e dolorosa para o Itamaraty. Enquanto a Argentina age com pragmatismo e alinhamento direto, garantindo seu lugar no novo eixo de poder, o Brasil se comporta como um “anão diplomático” hesitante. A política externa movida por ideologias de esquerda mundial isola o país de decisões práticas. Lula quer ser líder, mas não quer pagar o preço político de abandonar narrativas de palanque para abraçar a governança real de conflitos.

O custo de US$ 1 bilhão, ou R$ 5,45 bilhões, é o golpe de misericórdia na hesitação brasileira. Como justificar esse gasto bilionário para integrar um conselho onde Trump manda e o Brasil apenas assina o cheque? É um valor astronômico para um país que enfrenta crises internas profundas. Se aceitar, Lula financia uma agenda americana; se recusar, admite que sua influência global tem limites financeiros e ideológicos claros. O discurso de paz, no fim, parece vazio.

A convivência no mesmo ambiente que Israel e Estados Unidos seria um pesadelo para a narrativa do Planalto. Como Lula defenderia o contexto do Hamas estando no “conselho de paz” de Trump? A contradição é insolúvel. O governo brasileiro prefere o conforto dos Brics, onde a retórica anti-hegemônica floresce sem cobranças práticas. No conselho de Trump, haveria cobrança por resultados e alinhamento contra o terrorismo, algo que o atual governo brasileiro evita nomear com clareza.

A erosão do direito internacional citada por Guterres é real, mas o Brasil contribui para ela quando relativiza ataques terroristas. A universalidade das relações externas, tão defendida por Lula, esbarra na sua incapacidade de condenar o Hamas sem “mas” ou “poréns”. Trump sabe disso e o convite é, em si, uma armadilha política. Se Lula entrar, será domesticado pela agenda de Washington; se ficar fora, confirma que o Brasil é irrelevante na solução de crises fora do eixo ideológico.

Por fim, a vida de Lula não está fácil porque ele tentou jogar em dois tabuleiros opostos. Quis ser o paladino do Sul Global e o amigo das democracias ocidentais ao mesmo tempo. O convite de Gaza é o teste de estresse dessa política. Devemos cuidar da nossa casa primeiro, resolver a segurança pública e a economia, em vez de gastar bilhões em vitrines diplomáticas sem substância. O protagonismo mundial não se compra com taxas de adesão, mas com coerência e coragem moral.

Por Pr. Rilson Mota

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