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Venezuela reaparece no X: retorno de autoridades sugere fim do bloqueio imposto por Maduro

Rilson Mota por Rilson Mota
14 de janeiro de 2026
em Tecnologia
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Venezuela reaparece no X: retorno de autoridades sugere fim do bloqueio imposto por Maduro

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sorri após uma sessão da Assembleia Nacional em Caracas, em 5 de janeiro. Federico Parra/AFP/Getty Imagens

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Caracas, 14 de janeiro de 2026

Autoridades venezuelanas voltaram a publicar no X na noite de terça-feira, em um movimento que indica, ao menos na prática, o possível encerramento do bloqueio da plataforma determinado por Nicolás Maduro em 2024. Entre as contas que retomaram atividade está a de Delcy Rodríguez, apresentada como presidente interina, que anunciou a volta do contato por meio do canal. O alcance real do retorno ainda depende de confirmação técnica sobre acesso no país.

Em sua conta, Rodríguez publicou que retomaria comunicação pelo X e afirmou que a Venezuela “permanece de pé”. No perfil atualizado, ela se descreve como “Presidente Interina da República Bolivariana da Venezuela” e adiciona referência de alinhamento político com Nicolás Maduro, citando Bolívar e Chávez. A atualização de biografia e a retomada de postagens têm peso simbólico, porque o X era um espaço de disputa narrativa e também de denúncia durante períodos de restrição informacional.

O bloqueio do X na Venezuela ocorreu em agosto de 2024, após conflito público com o proprietário da plataforma, Elon Musk. À época, Maduro sustentou que a medida seria temporária, mas o acesso não voltou plenamente, segundo relatos, e venezuelanos passaram a depender de alternativas para acessar a rede. O retorno de autoridades à plataforma sugere uma reversão de postura, ainda que o Estado não tenha anunciado formalmente o fim da restrição no mesmo momento das postagens, segundo o que foi relatado.

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Outro sinal do movimento foi a aparente reativação da conta do ministro do Interior, Diosdado Cabello, que publicou mensagem de saudação a venezuelanos e ao público internacional que acompanha a situação do país. Cabello é uma das figuras mais influentes do núcleo de poder venezuelano, e sua presença pública em rede social tem função de mobilização e de construção de narrativa. Em regimes com histórico de controle informacional, a escolha da plataforma e o momento da comunicação são elementos estratégicos, não casualidades.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão de Delcy Rodríguez, também publicou no X, defendendo um discurso de prosperidade, diálogo e respeito. A entrada de diferentes figuras do alto escalão na mesma janela temporal reforça a leitura de coordenação. Em comunicação política, movimentos simultâneos costumam indicar sinal verde interno ou ajuste de estratégia diante de nova conjuntura. Ainda assim, a pergunta central permanece: o cidadão comum já consegue acessar a plataforma sem restrições?

Até o momento, não há confirmação independente e pública de que o acesso ao X foi restabelecido de forma ampla em toda a Venezuela. A CNN informou ter solicitado posicionamento à Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), órgão regulador do país, sobre o aparente fim do bloqueio. Em casos de restrição de rede, a avaliação costuma exigir verificação por medidores externos, relatos cruzados por regiões e testes de conectividade. Sem isso, há risco de confundir “conta ativa” com “acesso liberado”.

A conta oficial de Maduro também apareceu ativa, com publicação de imagem dele e de sua esposa, Cilia Flores, acompanhada de mensagens sobre “11 dias” desde o sequestro deles e a hashtag pedindo retorno. O ponto sensível é que não está claro quem controla a conta verificada, já que Maduro e Flores foram descritos como capturados em uma operação dos Estados Unidos. A CNN disse ter procurado o Ministério da Comunicação e Informação para obter detalhes sobre a gestão do perfil.

Mesmo com atividade, a conta verificada de Maduro ainda o apresenta como “Presidente da República Bolivariana da Venezuela 2025–2031”, com referências ideológicas. Esse detalhe reforça a disputa de legitimidade: perfis oficiais em redes sociais servem como “placas” de poder, especialmente quando o poder no mundo real está em transição. Em cenários de crise, a gestão de contas verificadas pode virar instrumento de propaganda, resistência simbólica ou tentativa de manter base mobilizada, independentemente do controle estatal formal.

A CNN também informou ter solicitado ao X confirmação sobre a retomada do acesso em toda a Venezuela. Esse tipo de confirmação, se ocorrer, ajuda a diferenciar duas coisas: contas voltarem a postar (o que pode ser feito de fora do país) e a população ter acesso pleno (o que depende de provedores, rotas e eventuais bloqueios por DNS, IP ou inspeção profunda de pacotes). Para o cidadão, a diferença é crucial: liberdade digital só existe quando o acesso é amplo, estável e não condicionado.

O retorno ao X, se confirmado como desbloqueio, pode sinalizar uma mudança relevante no espaço público venezuelano. Redes sociais funcionam como praça de debate, mas também como infraestrutura de informação em países onde mídia tradicional é pressionada. Quando o Estado bloqueia uma plataforma, não bloqueia apenas “opinião”: bloqueia denúncia, bloqueia organização, bloqueia circulação de evidências e corta o elo do cidadão com o mundo. O desbloqueio, portanto, tem peso político além do tecnológico.

A decisão original de bloquear o X foi justificada em um contexto de conflito online e de alegações de necessidade de controle. Esse tipo de justificativa é recorrente em regimes autoritários: proteger a ordem, evitar “caos”, conter “desinformação”. A prática, porém, tende a revelar outro objetivo: controlar narrativas e reduzir capacidade de mobilização. O caso venezuelano ecoa padrões vistos em outros países, onde apagões e bloqueios aparecem em momentos de contestação e denúncias de violações de direitos.

Em termos de governança, o indicador real de liberdade não é a volta de autoridades ao X, mas a possibilidade de cidadãos comuns acessarem, criticarem e organizarem-se sem medo de retaliação. Um desbloqueio “seletivo”, que favoreça contas governamentais e mantenha restrições ou vigilância para opositores, seria apenas reconfiguração do controle, não liberdade. Por isso, jornalistas e observadores costumam buscar sinais concretos: latência, estabilidade, queda de censura e redução de bloqueios indiretos em aplicativos.

A retomada de comunicação em redes também é instrumento para reconstruir legitimidade, sobretudo se houver transição política e necessidade de “recontar” a história recente. Quem controla as contas controla parte do enredo. Mensagens de união e prosperidade, por exemplo, podem tentar produzir normalidade após período de turbulência. Ao mesmo tempo, a população pode usar o espaço reaberto para registrar memória: denúncias, desaparecimentos, perdas econômicas e violações. Numa sociedade traumatizada, memória é disputa política.

A Venezuela viveu décadas de deterioração institucional, econômica e social, e o controle sobre informação foi uma peça desse processo. A restrição de plataformas é sintoma de uma democracia frágil: quando o governo teme o debate, ele chama censura de proteção. A história mostra que ditaduras raramente começam anunciando terror; elas começam justificando controle “temporário”. Depois, a exceção vira rotina. Por isso, o possível retorno do X precisa ser lido como oportunidade de reconstrução, mas também como teste de compromisso democrático real.

Se o acesso ao X estiver de fato restabelecido, o desafio seguinte é garantir que a liberdade não seja apenas formal. Liberdade digital exige regras: transparência regulatória, não perseguição política, proteção de dados e garantia de expressão. Uma plataforma desbloqueada com vigilância massiva mantém o cidadão em silêncio, apenas com internet. O ponto é simples: liberdade não é “poder entrar”; é poder falar sem medo. A Venezuela só avançará se transformar conectividade em cidadania, e não em vitrine.

A comparação com o Irã aparece quase automaticamente nesse debate porque a lógica do bloqueio é semelhante: esconder o que não convém ao poder. Quando governos cortam redes para “proteger a democracia”, a contradição é evidente. Democracia se protege com instituições, imprensa livre e eleições confiáveis, não com apagão. O medo de imagens é o medo da verdade. E quando a verdade é perigosa para o Estado, o Estado escolhe a censura. Se a Venezuela está reabrindo, é hora de escolher o caminho oposto.

A semana pode se tornar decisiva porque o retorno às redes, em momentos de transição, muda o ritmo de mobilização social e de pressão internacional. Com acesso, a população se organiza, documenta e cobra. Sem acesso, tudo vira boato e isolamento. O X, neste cenário, é menos sobre plataforma e mais sobre conexão com o mundo. Se a Venezuela retoma esse fio, abre espaço para reconstruir um país que muitos lembram como próspero e vibrante antes de Chávez e Maduro. Reconstruir exige verdade.

O sinal mais importante a observar é se o desbloqueio será acompanhado de medidas institucionais de abertura. Se for apenas retorno de autoridades para controlar narrativa, o ciclo autoritário apenas se atualiza. Se for acesso amplo e tolerância ao dissenso, a sociedade ganha oxigênio. Para os venezuelanos, é uma chance de recuperar voz, denunciar com prova e reocupar a praça pública digital. Para o mundo, é uma chance de acompanhar com transparência, sem depender de versões oficiais. E isso, em si, já muda o jogo.

Créditos: Reportagem extraída da CNN Internacional (usado de acordo com a Cláusula 27a da Lei de Direitos Autorais).


Comentário exclusivo

O retorno de autoridades ao X, se vier acompanhado de acesso amplo, é mais do que uma mudança de aplicativo: é um sinal de respiração cívica. Um povo só é plenamente povo quando consegue falar, se organizar e denunciar. Quando o Estado bloqueia redes, ele não bloqueia “conteúdo”; ele bloqueia cidadania. E isso é especialmente grave em países onde a mídia tradicional está fragilizada. Se a Venezuela de fato reabre o X, abre também uma fresta para que a sociedade recupere a própria narrativa, com memória e prova.

A desculpa para bloquear redes costuma ser sempre a mesma: “proteger a democracia”, “evitar desinformação”, “garantir ordem”. É o discurso padrão do autoritarismo moderno. O Irã fez isso para esconder repressão e atrocidades contra o próprio povo, reduzindo imagens e provas. A diferença entre “segurança” e “censura” está no alvo: democracia protege o cidadão; ditadura protege o governo. Quando o alvo é proteger o governo, o mecanismo é sempre o mesmo: controlar comunicação e punir dissenso. Rede bloqueada é alarme vermelho.

O problema é que a censura não aparece de uma vez. Ela começa com o “temporário”. Maduro disse que seria temporário. Todo autoritarismo ama a palavra “temporário” porque ela anestesia. Depois, o temporário vira prática e a prática vira regime. A história venezuelana mostra como isso se consolida: controle de instituições, captura de órgãos, erosão de freios e contrapesos, e redução progressiva do espaço público. Ditaduras não nascem dizendo “vou te oprimir”; nascem dizendo “vou te proteger”. E quando você acorda, a proteção virou jaula.

Falar em “falsa democracia” não é exagero retórico; é diagnóstico de mecanismo. A democracia real tolera crítica, alternância e imprensa livre. A falsa democracia cria eleições sem competição justa, cria tribunais sem independência e cria redes com acesso condicionado. Por isso, a pergunta-chave não é “autoridades voltaram ao X?” É: o cidadão comum pode acessar? Pode criticar? Pode denunciar? Pode organizar? Pode fazer isso sem retaliação? Se a resposta for “não”, a volta é marketing, não liberdade.

O venezuelano viveu décadas de terror institucional e de destruição econômica que não foi acidente: foi consequência de captura do Estado. A reconstrução de um país tão promissor exige mais do que mudar liderança; exige reconstruir confiança, regras e garantias. Redes sociais livres ajudam porque reduzem isolamento e aumentam transparência. Mas elas não substituem instituições. Se a Venezuela quer renascer, precisa transformar conectividade em reforma: justiça independente, imprensa protegida, liberdade de associação e controle civil do aparato de segurança.

Há também um risco técnico: desbloquear não significa libertar. Um governo pode permitir acesso e, ao mesmo tempo, monitorar em escala, infiltrar, intimidar e punir. Isso gera autocensura. A pessoa “entra”, mas não fala. Esse é o modelo mais sofisticado de autoritarismo: ele deixa a praça aberta, mas enche a praça de câmeras invisíveis. Por isso, liberdade digital verdadeira inclui proteção a dados, garantias legais e freios contra perseguição. Sem essas camadas, o X vira vitrine de normalidade falsa.

O retorno de contas governamentais também pode ser tentativa de reocupar narrativa. Em tempos de crise, quem controla a história controla legitimidade. Perfis oficiais definem “quem governa”, “quem foi vítima”, “quem sequestrou”, “quem tem direito”. Se há transição, isso vira disputa central. Mas o povo tem arma mais forte quando tem rede livre: registro coletivo. Vídeo, relato, documento, denúncia. A memória distribuída é o que regimes temem porque ela impede o apagamento. E apagamento é o cimento do terror.

O Brasil, e o mundo, precisam olhar para isso com maturidade: liberdade de expressão não é capricho, é infraestrutura de direitos humanos. País sem rede livre é país sem testemunha. E país sem testemunha vira terreno fértil para abuso. É por isso que o paralelo com o Irã é tão relevante: o apagão é ferramenta de violência porque reduz custo reputacional do Estado. Quando o custo reputacional cai, a violência sobe. Se a Venezuela está revertendo bloqueios, ela reduz o espaço para abuso escondido.

A reconstrução venezuelana também é cultural e psicológica. Décadas de medo ensinam a calar. Reabrir redes pode ajudar a reaprender a falar. Mas falar exige segurança, e segurança exige que o Estado não use o aparato para punir críticos. A Venezuela que era “maravilhosa” antes do ciclo Chávez–Maduro não era perfeita, mas tinha horizonte. Reconstruir horizonte exige proteger pluralidade e permitir que diferentes projetos disputem pelo voto, não pela censura. Sem pluralidade, volta-se ao mesmo lugar, com outro nome.

Se este retorno ao X for real e amplo, é uma oportunidade histórica. Mas oportunidade não é garantia. Ditaduras também sabem recuar taticamente para ganhar tempo e reduzir pressão. O que definirá a mudança é consistência: manutenção do acesso, tolerância ao contraditório, libertação de vozes e proteção contra retaliação. Liberdade não é um post; é um sistema. O povo venezuelano merece um país aberto, próspero e digno — e isso começa quando a comunicação deixa de ser arma do governo e volta a ser direito do cidadão.

Por Pr. Rilson Mota

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