Sorocaba, 14 de janeiro de 2026
O São Paulo venceu a Portuguesa por 2 a 0 nesta terça-feira, em Sorocaba, e avançou à terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O resultado preserva o 100% de aproveitamento do Tricolor na competição e confirma a equipe como uma das mais consistentes do mata-mata até aqui. O jogo, porém, exigiu maturidade: a Lusa fechou espaços, baixou linhas e forçou o São Paulo a atacar com paciência, circulação e controle territorial.
No primeiro tempo, o duelo foi intenso e truncado, com disputas fortes, interrupções e cartões. A Portuguesa buscou compactar o corredor central e reduzir o espaço entre zaga e meio, limitando infiltrações e atraindo o São Paulo para cruzamentos e finalizações de média distância. Ainda assim, o Tricolor construiu chances claras, principalmente em ações de segundo pau e chegadas por fora, mas parou em intervenções decisivas do goleiro Paulo Cruz.
A estratégia são-paulina passou por domínio de posse e pressão pós-perda para impedir contra-ataques. A Lusa tentou acelerar transições, mas teve dificuldade no último passe e na conexão entre meio e ataque. O São Paulo, por sua vez, pecou em alguns momentos na escolha da jogada final, alternando cruzamentos sem direção e chutes bloqueados. O cenário indicava jogo de detalhe: quem errasse menos na bola parada ou em uma segunda bola teria vantagem.
Na segunda etapa, o roteiro se manteve: controle do São Paulo, defesa organizada da Portuguesa e ritmo quebrado por faltas. O Tricolor aumentou volume com entradas em diagonal, ocupação do entrelinhas e presença de área nos momentos de cruzamento. A persistência foi determinante, porque a Lusa começou a perder duelos físicos e a oferecer rebotes. Em jogos de base, esse “cansaço competitivo” costuma aparecer primeiro na concentração de zaga em bolas paradas.
A abertura do placar saiu aos 27 minutos do segundo tempo, após escanteio e uma sequência de falhas defensivas da Portuguesa, que não conseguiu afastar a bola com clareza. Djhordney aproveitou a sobra para marcar, convertendo um lance típico de Copinha: disputa aérea, rebote e reação rápida dentro da área. O gol mudou o jogo, porque obrigou a Lusa a subir linhas e assumir risco, abrindo espaço para transições.
Sete minutos depois, o São Paulo ampliou com Pedro Ferreira. A jogada nasceu de uma arrancada de Lucyan, que atacou espaço com vantagem e encontrou o camisa 10 em condição de finalização. O lance mostrou execução de fundamentos: condução orientada, passe no tempo certo e definição. Com o 2 a 0, o Tricolor administrou com controle e ocupação racional, evitando conceder contra-ataques e neutralizando a tentativa final de pressão adversária.
Na terceira fase, o São Paulo enfrenta o Operário-PR, o “Fantasma” de Ponta Grossa, que venceu o Independente-AP por 4 a 0. O confronto será na quinta-feira, com local e horário a serem definidos. A próxima partida tende a exigir ainda mais precisão: o mata-mata afunila, os erros custam caro e o adversário chega embalado por resultado elástico. A classificação, porém, reafirma a marca de Cotia: competir até o fim e decidir quando o jogo pede frieza.
Comentário exclusivo
Eu espero o ano inteiro pela Copinha porque, com os meninos de Cotia, eu tenho uma certeza que quase virou tradição: o São Paulo entra para competir de verdade. Não é promessa vazia, é postura. E contra a Portuguesa foi isso que apareceu. Não foi um jogo fácil, nem bonito o tempo todo, mas foi sério. O time não se desesperou, não se perdeu na pilha do jogo truncado e encontrou o caminho no momento certo, como time grande faz.
O que dói é comparar com o profissional. Nos últimos anos, muitas vezes, o time de cima não tem respondido em campo ao que significa vestir uma das camisas mais pesadas do futebol mundial. Parece que falta fome, falta padrão e falta senso de urgência. A base, não. A base joga como se cada dividida importasse, como se cada bola parada fosse decisão. E é isso que eu espero do São Paulo: respeito ao jogo e respeito à camisa, sempre.
Esse 2 a 0 no segundo tempo tem um valor simbólico: mostra paciência com controle. A Portuguesa montou uma defesa chata, compacta, e o São Paulo não caiu na armadilha de achar que resolveria na primeira bola. Rodou, insistiu, ganhou segunda bola, e quando o adversário errou, puniu. Djhordney e Pedro Ferreira decidiram, mas o mérito é coletivo: ninguém largou a concentração. Copinha é isso, é maturidade para esperar a brecha e atacar como faca.
Agora vem o Operário-PR, o Fantasma, e eu gosto desse tipo de jogo. Adversário que vem embalado, que não vai respeitar nome, que vai medir força. É aí que Cotia costuma mostrar por que ela é referência: os meninos não se escondem. Se o profissional às vezes parece entrar para “não perder”, a base entra para ganhar. E essa mentalidade é a que o clube precisa recuperar em todas as categorias, porque título não vem de discurso, vem de comportamento.
Como torcedor, eu vou para esse jogo com expectativa alta e um pedido simples: mantenham o padrão, mantenham a seriedade e não negociem intensidade. Copinha não perdoa time que relaxa depois de abrir placar. Se o São Paulo tratar o Operário com a mesma disciplina que tratou a Portuguesa — e melhorar a eficiência nas chances do primeiro tempo — dá para ir longe. Cotia já mostrou que não decepciona. Que continue assim, porque a torcida merece.
Por Pr. Rilson Mota
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