Laranjeiras do Sul, 12 de janeiro de 2026
Durante patrulhamento da Operação Verão 2025/2026 nas proximidades da Usina Salto Santiago, uma equipe aquática de fiscalização realizou abordagem a duas motocicletas e identificou indícios de pesca irregular. A verificação ocorreu em área sensível por concentração de cardumes e pressão sazonal de visitantes, exigindo controle preventivo. O objetivo operacional do patrulhamento é reduzir danos ambientais e interromper logística de captura predatória antes que os petrechos sejam instalados em cursos d’água.
Na conferência, foram encontrados materiais associados à pesca predatória, com apreensão de aproximadamente 110 metros de redes e diversas “boias loucas”, artefatos conhecidos por serem proibidos em razão do alto potencial de captura indiscriminada. Esses instrumentos ampliam mortalidade de espécies não-alvo e comprometem reprodução, desequilibrando estoque pesqueiro. Em termos técnicos, a retirada imediata desses petrechos evita impacto cumulativo, que costuma ser maior do que o volume capturado em um único dia.
No mesmo atendimento, foi constatado que as motocicletas apresentavam débitos pendentes e que um dos abordados não possuía Carteira Nacional de Habilitação. Essas irregularidades administrativas, embora distintas da infração ambiental, compõem o contexto de risco e exigem providências específicas. Como consequência, os veículos foram apreendidos, garantindo rastreabilidade do caso e reduzindo possibilidade de reincidência logística na mesma área. A ação segue padrão de controle integrado, com checagens múltiplas.
Na esfera ambiental, foram lavrados três Autos de Infração Ambiental no valor de R$ 4.320,00 cada, totalizando R$ 12.960,00, além do encaminhamento dos envolvidos para formalizações legais na Delegacia de Polícia Civil de Laranjeiras do Sul. Esse tipo de resposta combina dissuasão econômica e registro oficial, aumentando custo para quem insiste em práticas ilegais. A mensagem central da operação é proteger o recurso natural e manter o uso recreativo sustentável durante o verão.
Comentário exclusivo
O trabalho da ROTAM/Aquático da 4ª Companhia é exatamente o tipo de fiscalização que a sociedade costuma esquecer até faltar peixe e sobrar prejuízo. Pesca predatória não é “jeitinho”: é roubo do bem comum, porque destrói o ciclo reprodutivo e compromete a renda de quem pesca legalmente. A apreensão de 110 metros de redes e de “boias loucas” mostra que não era hobby; era estrutura. Operação Verão precisa desse foco cirúrgico para proteger o ecossistema.
As multas de R$ 12.960,00 sinalizam que o Estado está tentando transformar infração em custo real, mas o efeito de longo prazo depende de recorrência da fiscalização e de educação ambiental. A verdade é que muita gente só respeita quando percebe risco de perda de material e punição. E aqui entra o mérito do policiamento aquático: ele atinge o “meio” da prática predatória — transporte, petrechos e logística — antes do dano se consolidar no rio. Isso é prevenção de verdade, não discurso.
Por Pr. Rilson Mota
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