Guarapuava, 11 de janeiro de 2026
Um homem foi atendido com ferimento por projétil na madrugada deste sábado (11), após um episódio em via pública no Centro de Guarapuava, nas imediações de uma casa noturna. O chamado chegou por volta de 4h25 com a informação de que havia uma pessoa caída em frente ao estabelecimento. Quando equipes chegaram, a pessoa ferida já havia sido levada por terceiros em um carro antes que o local fosse isolado.
Seguranças privados e frequentadores relataram que um homem alto, magro e de cabelo loiro se aproximou e efetuou um único tiro, descrito como vindo de um revólver. A seguir, o suspeito teria saído correndo a pé, sem que fosse possível indicar o destino. A cena ficou sem confirmação visual de arma ou munição no momento, porque o socorro improvisado alterou rapidamente o ambiente e dificultou a preservação de vestígios físicos.
Minutos depois, a central de atendimento informou que o ferido havia dado entrada na Unidade de Urgência do Bairro Primavera. Na avaliação inicial, profissionais de saúde identificaram lesão compatível com tiro nas costas, próxima à região glútea. O paciente estava consciente e comunicativo durante o atendimento. Ele contou que não conhece o agressor e que, ao sair do local, ouviu: “é você mesmo” antes do disparo segundo seu relato formal.
Segundo o depoimento, um amigo o colocou em um Santana branco e o levou ao serviço de urgência, sem aguardar assistência no endereço do ocorrido. Essa decisão é comum quando há medo de nova aproximação ou confusão na rua. O deslocamento imediato, porém, pode reduzir a preservação de elementos técnicos, como gravações de câmeras, marcas no piso e nomes de testemunhas presentes. A apuração dependerá de reconstituir horários e trajetos.
Equipes fizeram buscas nas imediações, mas não localizaram pessoa com as características descritas. A investigação tende a considerar três frentes: identificação por imagens, checagem de chamadas e movimentação vinculada ao entorno do evento. Também será relevante confirmar se houve coleta de cápsula, projétil ou outros vestígios, e se a casa noturna dispõe de monitoramento. O hospital deve registrar evolução clínica e eventual necessidade de exame complementar, mantendo sigilo do paciente.
Comentário exclusivo
Esta ocorrência tem um elemento-chave: a frase “é você mesmo”, relatada pela vítima, sugere um ataque direcionado, ainda que ela diga não conhecer o autor. Em termos técnicos, isso acende duas hipóteses: erro de identificação (alvo confundido) ou motivação anterior não percebida pela vítima. A apuração precisa mapear quem estava com ela, quais locais frequentou antes da saída e se houve atritos dentro do estabelecimento. Também é comparar horários de comandas, imagens internas e relatos de funcionários sobre aproximações suspeitas.
Outro ponto sensível é o transporte imediato em veículo particular (um Santana branco), antes de qualquer preservação do entorno. Isso não é culpa da vítima, mas cria lacunas: projétil, marcas no chão, eventuais manchas e posição exata do disparo podem ter se perdido. Como o ferimento foi descrito na região das costas, próximo às nádegas, a trajetória pode indicar tiro por trás ou em ângulo baixo, exigindo exame médico detalhado e laudo de imagem para direção e energia do projétil.
Na perspectiva de segurança urbana, o episódio reforça que portas de casas noturnas são zonas de transição crítica, onde conflitos internos migram para a rua. A resposta eficaz depende menos de buscas amplas e mais de coleta rápida: preservar gravações, identificar testemunhas antes de dispersarem e registrar a linha do tempo com precisão de minutos. Também é vital que estabelecimentos mantenham iluminação externa e câmeras voltadas para a calçada, com política de retenção de imagens e cooperação imediata com autoridades.
Por Pr. Rilson Mota
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