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Adega na Mira e Metanol na Suspeita: Quando o Brinde Pode Virar Veneno

Rilson Mota por Rilson Mota
6 de janeiro de 2026
em Brasil, Tecnologia
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Adega na Mira e Metanol na Suspeita: Quando o Brinde Pode Virar Veneno

Imagem ilustrativa de banco de imagens.

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São Paulo 06 de janeiro de 2026

Uma ação da Polícia Civil de São Paulo ocorreu nesta segunda-feira (5) em uma adega de Cidade Tiradentes, zona leste da capital, após a morte de uma adolescente de 15 anos que teria consumido bebida comprada no local. As autoridades apuram suspeita de adulteração por metanol. A jovem morreu no fim de semana, depois de ingerir álcool na virada do ano. A causa segue em análise no IML neste momento.

No estabelecimento, o proprietário acabou detido por manter ligação clandestina de energia elétrica e por armazenar fogos de artifício sem regularidade, conforme informou a Polícia Civil. A verificação da bebida comercializada permanece separada e depende de exames e cruzamento de notas e fornecedores. Dentro do imóvel, foram apreendidas bebidas destiladas e 17 caixas com fogos. O caso agora será encaminhado para análise administrativa e criminal, conforme a legislação aplicável vigente.

Segundo informações divulgadas, a adolescente consumiu bebidas alcoólicas durante as comemorações de Ano Novo e passou mal posteriormente, morrendo neste fim de semana. O Instituto Médico Legal realiza exames para definir a causa e avaliar possível intoxicação por metanol, substância tóxica usada indevidamente para adulterar álcool. Até a conclusão do laudo, não há confirmação de que a bebida adquirida na adega esteja relacionada ao óbito, informou a Secretaria de Saúde.

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Além desse caso, a Secretaria de Saúde informou que outros quatro óbitos são investigados no estado por suspeita de intoxicação por metanol. Entre eles, está a morte de um homem de 39 anos, em Guariba. Também são analisadas as mortes de uma pessoa de 31 anos, em São José dos Campos, e de duas pessoas que viviam em Cajamar. A pasta acompanha registros e monitoramento de atendimentos relacionados ao tema.

Até o momento, segundo dados oficiais, foram confirmados 51 casos de ingestão de metanol no estado de São Paulo, com 11 mortes associadas ao quadro. Quatro desses óbitos ocorreram na capital paulista. Também foram registradas duas mortes em São Bernardo do Campo, três em Osasco, uma em Jundiaí e outra em Sorocaba. Os números são considerados provisórios, pois dependem de atualização clínica e de resultados laboratoriais em andamento neste período.

Na adega vistoriada em Cidade Tiradentes, investigadores recolheram amostras de bebidas destiladas para avaliação de origem e composição, além de documentar o acondicionamento do estoque. O armazenamento de fogos de artifício, descrito como irregular, também motivou medidas de segurança no local. A apuração sobre eventual adulteração do álcool dependerá de perícia química e da rastreabilidade de lotes, incluindo fornecedores e notas fiscais. O estabelecimento permanece sob acompanhamento das autoridades competentes.

Especialistas em saúde alertam que intoxicações por metanol podem provocar náuseas, vômitos, dor abdominal, alterações visuais e risco de falência orgânica, exigindo atendimento urgente. As autoridades recomendam adquirir bebidas apenas de procedência conhecida, com rótulo e distribuição formal, evitando produtos sem informação clara de fabricante. O caso de Cidade Tiradentes segue sob apuração, com exames no IML e análises laboratoriais das bebidas apreendidas. Novas informações serão divulgadas conforme confirmação técnica.


🧩 Comentário crítico e exclusivo

O ponto mais alarmante nesses episódios é a banalização do “barato” sem procedência. Metanol não é “um álcool mais forte”; é um solvente que pode cegar e matar em poucas horas, mesmo em pequenas quantidades. Quando uma garrafa circula fora de cadeia formal, o consumidor perde qualquer garantia sobre concentração, origem e higiene. A tragédia envolvendo uma adolescente expõe um risco coletivo: bebida falsificada não escolhe idade, bairro ou renda; escolhe apenas o próximo gole e o sistema paga caro.

Há também um ângulo menos discutido: o perigo de produtos “legais” adulterados. Bebidas artesanais sem controle, essências, energéticos, e até medicamentos vendidos irregularmente entram em circulação com rótulos convincentes e composição incerta. O consumidor acredita estar comprando algo regulamentado, mas recebe um coquetel químico desconhecido. Isso vale para álcool e para comprimidos: dose errada, substância trocada ou contaminação cruzada podem causar intoxicação grave. Preço baixo e falta de nota fiscal costumam ser o primeiro sinal de alerta em qualquer compra.

Quando a investigação chega a uma adega, ela não está discutindo moralidade do consumo, e sim segurança sanitária. A tragédia força uma pergunta prática: quem controla o que chega ao copo do cliente? Vender destilado com origem duvidosa é transferir risco letal para terceiros, sobretudo jovens. A apreensão de lotes e a coleta de amostras reduzem circulação de material suspeito e permitem rastrear fornecedores. É um trabalho pouco visível, mas decisivo para quebrar cadeias de falsificação e proteger vidas aqui.

Para o público, a lição é dura e objetiva: desconfie de “promoção milagrosa” em destilado, de garrafas sem lacre íntegro, de rótulo borrado ou sem endereço do fabricante. Metanol não tem cheiro “denunciável” e não dá segunda chance. Em qualquer suspeita de intoxicação, procurar atendimento imediato é a diferença entre recuperação e sequela permanente. E, no debate público, vale cobrar rastreabilidade e fiscalização contínua, porque produto falsificado prospera quando a informalidade vira normal e a dor chega antes da prova.

Por Pr. Rilson Mota

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