Doha, 16 de dezembro de 2025
Chegou o clímax da temporada futebolística! Em busca de seu segundo título mundial, o Flamengo enfrenta o Paris Saint-Germain nesta quarta-feira (17), às 14h (horário de Brasília), no moderno estádio Ahmad bin Ali, em Doha. A final da Copa Intercontinental coloca frente a frente a paixão rubro-negra e o poderio financeiro europeu, prometendo um espetáculo de alto nível e emoções à flor da pele para milhões de torcedores ao redor do globo.
Após o último treino antes da grande decisão, o técnico Filipe Luís demonstrou confiança inabalável na conquista do título. Ele fez questão de diferenciar o atual desafio da dolorosa derrota para o Bayern de Munique no passado. “Não vamos jogar contra o Bayern, vamos jogar contra o Paris”, afirmou o treinador, ressaltando que, embora a intensidade da pressão seja similar, o plano de jogo para o PSG é outro, mantendo o “DNA do Flamengo”.
Filipe Luís reconheceu que a velocidade e a juventude dos jogadores do PSG certamente criarão dificuldades em diversos momentos do jogo. Contudo, o treinador rubro-negro enfatizou que sua equipe possui um sistema defensivo bem estabelecido, focado na marcação coletiva e na bola, e não em jogadores individualmente. A estratégia visa “tirar o máximo de tempo possível de jogadores determinantes, em especial no meio”, com “armas para neutralizar o ataque do PSG”.
O retrospecto histórico entre Flamengo e PSG é marcado por um equilíbrio notável. As equipes se enfrentaram apenas três vezes, com uma vitória para cada lado e um empate. O triunfo rubro-negro data de 1975, em um amistoso disputado no Parc des Princes, onde o Flamengo venceu por 2 a 0, com dois gols memoráveis de Luisinho. Esse histórico, embora breve, adiciona um tempero especial ao confronto decisivo.
A arbitragem da final ficará a cargo de uma equipe norte-americana, liderada pelo árbitro Ismail Elfath (EUA). Ele será auxiliado por Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA), enquanto o VAR (Árbitro de Vídeo) estará sob a responsabilidade de Allen Chapman (EUA). A escolha de uma equipe de arbitragem neutra e experiente é crucial para garantir a lisura e a imparcialidade em um jogo de tamanha magnitude e importância global.
Para o Flamengo, esta final representa mais do que um título; é a chance de reafirmar sua grandeza no cenário internacional e presentear sua imensa torcida com o tão sonhado “bi mundial”. A jornada até Doha foi marcada por superações e performances memoráveis, e o elenco rubro-negro está ciente da responsabilidade de representar o futebol brasileiro em um palco global, buscando a glória máxima.
O confronto promete ser um verdadeiro embate de estilos e filosofias. De um lado, a tradição e a paixão do Flamengo; do outro, o poderio técnico e a constelação de estrelas do PSG. Em uma final, a margem para erros é mínima, e a equipe que conseguir manter a concentração, executar seu plano tático com precisão e aproveitar as oportunidades será a que erguerá a cobiçada taça do Intercontinental.
Comentário Exclusivo:
A insistência em chamar a Copa Intercontinental de “bi mundial” para o Flamengo, embora compreensível pela paixão da torcida, é um reflexo da confusão e da diluição do conceito de “campeão mundial” no futebol moderno. Com a FIFA relegando o torneio a um formato reduzido e com a ausência de uma verdadeira representação global, a busca por um “bi” neste contexto soa mais como uma validação histórica do que uma conquista incontestável. O marketing e a nostalgia, por vezes, obscurecem a realidade de um torneio que carece da grandiosidade de um verdadeiro Mundial de Clubes.
Por Pr. Rilson Mota
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