Pinhão, 15 de dezembro de 2025
A Vara da Fazenda Pública de Pinhão, a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), determinou a imediata suspensão de novas concessões de áreas e edificações no Parque Industrial das Araucárias. A decisão, resultado de uma ação de tutela antecipada ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça, visa conter irregularidades no parcelamento do solo urbano do município. Essa intervenção judicial sublinha a importância da conformidade legal em projetos de desenvolvimento, protegendo o interesse público e a ordem urbanística.
As investigações do MPPR revelaram que o Município de Pinhão promoveu a subdivisão do imóvel, a abertura de ruas e a concessão de lotes a empresas para construção sem a devida aprovação do projeto e o registro imobiliário. Tais procedimentos, em desacordo com a Lei 6.766/79 (Lei de Parcelamento do Solo Urbano), configuram um loteamento de fato. Essa prática, além de ilegal, gera insegurança jurídica e pode comprometer a infraestrutura e a qualidade de vida dos futuros ocupantes.
Diante das irregularidades constatadas, o MPPR agiu preventivamente, expedindo uma Recomendação Administrativa ao prefeito. O documento orientava o gestor municipal sobre as medidas necessárias para a regularização da situação, buscando uma solução extrajudicial. Contudo, a ausência de resposta efetiva por parte do Município demonstrou a ineficácia da via administrativa, forçando o Ministério Público a buscar amparo no Poder Judiciário para garantir a observância da lei.
A inércia municipal levou o MPPR a ingressar com a ação judicial, requerendo uma tutela de urgência. O objetivo era claro: a suspensão imediata da outorga de novas áreas e de qualquer intervenção no local até que o parcelamento do solo fosse integralmente regularizado. Essa medida drástica, porém necessária, visa evitar a consolidação de um cenário de ilegalidade que poderia gerar prejuízos irreparáveis ao erário e aos cidadãos.
A decisão judicial foi enfática ao acolher o pedido do MPPR. O Juízo fixou uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da ordem, com um limite de R$ 300 mil. Essa penalidade financeira serve como um forte mecanismo de coerção, garantindo que a determinação judicial seja respeitada e que a regularização do Parque Industrial das Araucárias seja tratada com a urgência e a seriedade que o caso exige.
A suspensão das concessões em Pinhão é um alerta contundente para outras administrações municipais sobre a importância de aderir rigorosamente à legislação urbanística. O descumprimento das leis de parcelamento do solo não apenas gera insegurança jurídica, mas também pode levar a problemas ambientais, de infraestrutura e de acesso a serviços públicos. A ação do MPPR reforça o papel do órgão como guardião da legalidade e do planejamento urbano.
Este caso em Pinhão destaca a vigilância constante do Ministério Público na defesa do patrimônio público e da ordem urbanística. A intervenção judicial garante que o desenvolvimento municipal ocorra dentro dos parâmetros legais, protegendo os cidadãos de empreendimentos irregulares e assegurando um crescimento sustentável. A decisão serve como um precedente importante, reafirmando que a lei deve prevalecer sobre interesses que desconsideram o bem-estar coletivo.
Por Pr. Rilson Mota
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