A psicóloga Melissa Almeida foi morta no dia 25 de maio quando chegava em casa, em Cascavel.
A Justiça Federal adiou o julgamento dos acusados pela morte da psicóloga Melissa Almeida após um dos advogados que defende o acusado Roberto Soriano testar positivo para a Covid-19. Ainda não há uma nova data para a realização do julgamento.
Melissa foi assassinada no dia 25 de maio de 2017, quando chegava em casa, no bairro Canadá, em Cascavel, no oeste do Paraná. A psicóloga trabalhava na unidade de Catanduvas desde 2009 e integrava uma comissão que avalia as condições psicológicas dos presos.
A Justiça informou ainda que negou o pedido de revogação da prisão preventiva feito pela defesa do acusado Ed Carlos.
Conforme a Polícia Federal (PF), o assassinato foi uma vingança e uma forma de tentar intimidar o trabalho dos agentes penitenciários no sistema prisional federal. O crime foi encomendado por uma facção criminosa, segundo a PF.
Julgamento anulado em 2021
A Justiça anulou o julgamento dos acusados de matarem a psicóloga em agosto de 2021, após o Ministério Público Federal (MPF) apresentar documentos inéditos aos jurados durante os debates entre as partes. Conforme decisão da juíza Gabriela Hardt, a decisão de dissolver o Conselho de Sentença – jurados sorteados para o julgamento – aconteceu porque os documentos não estavam anexados aos autos do processo dentro do prazo legal, como determina o artigo 479 do Código Penal.
Relembre o caso
Melissa Almeida, de 37 anos, foi assassinada no dia 25 de maio, quando chegava em casa, em um condomínio no Bairro Canadá, em Cascavel. O carro em que ela, o marido e um filho do casal estavam ficou cheio de marcas de tiros de fuzil.
O marido, que é policial civil, chegou a trocar tiros com os criminosos e ficou ferido. Um dos suspeitos também foi morto. Já a criança não foi ferida.
As investigações, que duraram seis meses, apontaram que sete pessoas participaram do crime.
Conforme a PF, o assassinato foi uma vingança e uma forma de tentar intimidar o trabalho dos agentes penitenciários no sistema prisional federal.
Além disso, ordem para o assassinato da agente foi dada de dentro da Penitenciária de Catanduvas, segundo a polícia.
Fonte: RPC






