Pesquisadores reforçam que não há evidências que as vacinas não protegem contra casos graves. Estudo analisou as vacinas da Pfizer/BioNTech e AstraZeneca.
Eficácia foi melhorada por uma terceira dose da vacina — Foto: Francisca Coelho/MPTO
Pesquisadores da Universidade de Oxford analisaram o impacto da ômicron nas vacinas da Pfizer/BioNTech e AstraZeneca. Em um estudo publicado nesta segunda-feira (13), eles disseram que duas doses dessas vacinas induzem níveis mais baixos de anticorpos neutralizantes contra a variante ômicron. O estudo ainda não foi revisado por outros cientistas.
“É importante ressaltar que essa eficácia foi melhorada com uma terceira dose da vacina”, alerta o comunicado da Universidade de Oxford.
“Esses dados são importantes, mas são apenas uma parte. Eles só examinam os anticorpos neutralizantes após a segunda dose, mas não nos falam sobre a imunidade celular, e isso também será testado”, alerta Matthew Snape, coautor do estudo.
“A vacinação induz muitas partes do nosso sistema imunológico, incluindo anticorpos neutralizantes e células T. Os dados de eficácia do mundo real nos mostraram que as vacinas continuam a proteger contra doenças graves com variantes anteriores. A melhor maneira de nos proteger nesta pandemia é com a vacinação”, completa Teresa Lambe, autora do estudo de Oxford.
Os pesquisadores usaram amostras de sangue coletadas de participantes do estudo Com-COV2 que receberam doses da AstraZeneca ou Pfizer/BioNTech.
Por g1






